Larry Crowne - O Amor Está de Volta
06.07.2011
Renato Marafon

Quinze anos após estrear na direção com 'The Wonders - O Sonho Não Acabou', e sem comandar nenhum trabalho em todos esses anos, o ator Tom Hanks volta a sentar na cadeira de diretor e demonstra que não perdeu o talento.

Sem grandes pretensões, Hanks escolheu dirigir o romance ‘Larry Crowne - O Amor Está de Volta’, roteirizado por ele e sua companheira de produção Nia Vardalos, que escreveu e protagonizou a comédia sucesso 'Casamento Grego'.

Com uma trama simples, leve e muito bem desenvolvida, o romance tem como atrativo principal seu elenco, que entrega atuações brilhantes. Começando por Julia Roberts, que nos últimos anos tem escolhido projetos bastante duvidosos para estrelar. Aqui, ela volta a entregar uma atuação majestosa, fazendo jus ao seu Oscar por ‘Erin Brockovich - Uma mulher de talento’, e demonstrando uma química invejável com Hanks, seu amigo na vida real.

Larry Crowne - O Amor Está de Volta’ acompanha o amável Larry Crowne (Hanks), líder nato na equipe da empresa em que trabalhava. Mas a crise bateu à sua porta. Afundado em dívidas e precisando pagar a sua hipoteca, ele precisa voltar a sala de aula para começar uma nova vida. Na faculdade ele se torna parte de uma turma de pessoas que estão na mesma situação que ele, precisando encontrar um futuro mehor. Mas em sua aula de oratória, Larry desenvolve uma paixão inesperada por sua professora Mercedes Tainot (Roberts), uma mulher que perdeu tanto a si a paixão por ensinar como a que sentia pelo marido.

O cara simples, que teria todos os motivos para pensar que sua vida chegou ao fim, acaba aprendendo uma lição inesperada: quando você pensa que tudo o que vale a pena já passou na sua vida, descobre que você ainda pode encontrar muitas razões para viver.

Se não fosse pela dupla Hanks e Roberts, e pelo talentoso elenco de apoio, ‘Larry Crowne - O Amor Está de Volta’ seria apenas um divertido e romântico filme para ser exibido na Sessão da Tarde.

Usando e abusando de lições de vida, e do invejável poder do ser humano de se reerguer perante crises, o romance entretém do início ao fim, e nos faz sentir saudade do ápice da carreira de Hanks e Roberts, estrelando filmes que, mesmo que bobos, divertiam e acrescentavam algo em nossas vidas.

Nota:

 

Crítica por: Renato Marafon