Não me sinto injusto ao dizer que esse é o melhor filme de Julia Roberts, ao lado de "Erin Brockvich". As duas horas passam tranqüilamente. As piadas intercaladas com as cenas mais românticas e dramáticas tornam o filme mais leve e rápido. Julia Roberts está numa interpretação boa, cuja personagem foi claramente inspirada nela, mesmo os produtores dizendo o contrário. Hugh Grant é o bobalhão de sempre. O destaque vai mesmo para Rhys Ifans, um cara muito engraçado que rouba a cena toda vez em que aparece. Aquela cena das camisetas é só um exemplo das risadas que ele consegue arrancar. O roteiro é muito bom, apesar de alguns clichês. A história da atriz famosa que se apaixona por um cara comum é bem explorada, com direito até à alfinetadas nos tablóides ingleses, que não dão descanso às pessoas famosas da terra da Rainha. A difícil situação em que vive a personagem Anna Scott, que é alvo de perseguições por parte da imprensa sensacionalista, garante o tom sério em algumas partes do filme. E funciona perfeitamente como drama, que não poderia faltar numa história dessas. Sim, há momentos em que essa carga "dramática" ficou um pouco exagerada, mas são só alguns momentos. E, à parte de tudo isso, há ainda aquela cena incrível, onde Hugh Grant vai caminhando pela rua e as estações do ano vão passando. No geral, "Um Lugar Chamado Notting Hill" é uma comédia romântica superior às outras. Parte pelo elenco, parte pelo roteiro.
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