Um Lugar na Platéia


Paris. Cidade cenográfica para diversas produções românticas de origem francesa. Cidade exílio para diversas produções românticas norte americanas, brasileiras e de diversos outros locais do mundo. Com trilha sonora típica dos filmes franceses, elenco local e um enredo que não traz muita coisa nova, Um lugar na platéia é um filme simples, que retrata o cotidiano de algumas pessoas, em pequenas histórias cruzadas. Mesmo que não seja nada inovador, algo difícil nesta era das refilmagens e readaptações, o filme não machuca ninguém com sua fábula sobre viver, aprender e reviver. Uma história sobre aprender novos caminhos. O filme é dedicado à atriz Suzanne Flon, que faleceu aos 87 anos, pouco após o término das filmagens.

Jessica (Cécile de France, competente) é uma jovem do interior, que chega a Paris determinada em conseguir um emprego no hotel Ritz. A idéia surgiu de sua avó, que é obcecada por luxo. Porém Jessica não consegue o almejado emprego, tendo que se contentar com a vaga de garçonete em um café na Avenue Montaigne (por enquanto, nada de inovador). O local fica perto de um teatro, de uma sala de concertos e de uma casa de leilões, o que faz com que Jessica volta e meia sirva pessoas da classe artística. Um dia uma famosa atriz estreará seu novo espetáculo vaudeville, um pianista dará o último concerto de sua carreira e um triste colecionador de artes venderá seus quadros prediletos. Todos estes eventos ocorrerão simultaneamente, o que fará com que o café onde Jessica trabalha fique bastante agitado.

Um lugar na platéia nos mostra diversos pontos de Paris, uma das cidades mais encantadoras do mundo segundo o filme e seus cartões postais. Há curiosos diálogos na trama sobre atualização da literatura clássica e discussões, mesmo que ligeiras (mas não menos interessantes) sobre a universalidade dos textos de William Shakespeare.

Um filme feliz, sobre pessoas felizes, buscando serem mais felizes. O filme é uma parceria com produções televisivas e traz o diretor Sidney Pollack, de filmes como A Interprete numa pequena participação. A película tem 106 minutos e foi dirigida por Daniele Thompson.


Nota:
Crítica por: Leonardo Campos