Um Lugar para Recomeçar

O diretor sueco Lasse Hallström repete em “Um Lugar para Recomeçar” a vertente redentora de seus filmes anteriores, como “Chocolate” e “Regras da Vida”.

Aqui, a história baseia-se mais uma vez na chegada de algumas pessoas a um lugar longínquo para, assim, trazer um novo significado à vida de certos moradores locais. Como nos demais filmes de Hallström, o resultado é meio água-com-açúcar, porém muito bem orquestrado com cenas tocantes e bem humoradas, fazendo valer o ingresso.

A tarefa de “modificar corações” (inclusive o próprio), no caso, cabe à viúva Jean (personagem de Jennifer Lopez ) e à sua filha Griff (Becca Gardner). Após apanhar do atual namorado, Jean decide fazer as malas e, com a filha a tiracolo, pedir abrigo na casa do ex-sogro Einar (Robert Redford, ótimo). A princípio, ambas não serão bem recebidas pelo velho, que culpa Jean pela morte do filho em um acidente de carro.

A família irá contar, porém, com uma ajuda valiosa para se entender: os conselhos do sensato Mitch (personificado por Morgan Freeman, em um tipo papel que, convenhamos, já começa a se tornar repetitivo demais para o ator), sob os cuidados de Einar após ter sido atacado por um urso. Ao abordar com sensibilidade o tema “perdão”, o diretor Hallström, entrega um filme saboroso, embora às vezes também piegas.

Destaque para a atuação da jovem atriz Becca Gardner, que vive a menina Griff. Gardner revela-se uma promessa, e recebeu recentemente o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Nova York por sua atuação no filme independente "What Ever Happened to Alice".

Nota: 
Crítica por: Edson Barros
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