Sinopse: Eliza é uma dona de casa dedicada. Apesar de todos os problemas corriqueiros, seu maior desafio atualmente é organizar a festa de aniversário de sua filha.

Normalmente as pessoas se dirigem ao cinema para ver personagens inusitados, histórias únicas que por vezes contêm elementos fantásticos. Outra opção é fazer pensar, com críticas sociais, questões filosóficas e experimentações na linguagem cinematográfica. Uma Mãe em Apuros (Motherhood) não segue qualquer dessas vertentes.
O roteiro conta o dia a dia de uma dona de casa, mãe de dois filhos, como muitas que vemos pelo mundo. Ao invés de assuntos grandiosos, o enredo mostra os pequenos conflitos que enfrentamos na vida urbana, como uma briga por vaga de estacionamento.

Já é possível concluir que não estamos lidando com uma comédia, apesar do que o cartaz e a campanha de divulgação do filme tentam sugerir.
Para interpretar essa mullher que largou mão de sua vaidade feminina para manter o funcionamento de sua familia, nada mais correto do que escalar uma atriz disposta a dedicar-se apenas ao talento, renegando a sensualidade para outros trabalhos. É aí que Uma Thurman (Marido por Acaso) dá uma aula para as jovens atrizes que apostam todas suas fichas na aparência física – um atributo que tende a perder o encanto com o passar do tempo.

O problema de Uma Mãe em Apuros acaba sendo exatamente sua proposta: mostrar a falta de grandes ambições que a ocupação de mãe demanda – além de uma jornada de 24 horas por dia e a falta de remuneração. Seguindo essa linha, o filme acaba também se contagiando pela escassez de grandes eventos na vida da protagonista. Para completar, o desfecho dessa fita não salva a levada morna do conjunto.