Manhã Transfigurada


Sinopse:
A família de Camila está afundada em dívidas e ameaçada de perder suas terras, no Rio Grande do Sul do final do século XIX. Para salvar a situação, a moça aceita casar-se com um rico estancieiro.

Sem ler a sinopse acima, o espectador não sabe muito o que esperar de Manhã Transfigurada. Pelo título, pode achar que se trate daqueles filmes em que um belo dia o protagonista acorda com uma forma bizarra, como nas produções estreladas por Rob Schneider. Pelo cartaz também não dá pra saber muita coisa.

O que se pode adiantar prontamente ao leitor é que as atuações e muitas áreas técnicas são problemáticas. A edição é muito brusca na troca de cenas e a fotografia deixa algumas cenas com a coloração e granulação de um vídeo amador.

Com a história se passando no final do século XIX, tendo como personagem principal uma jovem casada que trai seu marido, é difícil não comparar com outras obras, como Lady Chatterley, O Primo Basílio ou Madame Bovary. Tais exemplos são clássicos da literatura e colocá-los ao lado desse filme (que também é uma adaptação cinematográfica de um livro) é uma grande covardia.

Para termos uma base de comparação mais justa, um exemplo que pode ser selecionado é a co-produção A Ilha da Morte – que também tem suas falhas. O veredicto resultante do enfrentamento desses dois filme é que A Ilha da Morte pode até ser inocente e romântico demais, mas muitos aspectos de Manhã Transfigurada são amadores. Quando se dá risada na sala de cinema, mas não há uma comédia em cartaz, é porque algo deu errado.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)