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Manual do Amor

Vamos direto ao ponto: “Manual do Amor” é uma das mais saborosas comédias românticas dos últimos anos. O criativo filme italiano conta quatro histórias distintas e universais sobre as diversas fases do relacionamento amoroso: paixão, crise, traição e abandono. Cada um dos episódios é interpretado por um casal diferente, mas o filme ganha unidade já que os personagens dividem ao menos uma cena antes de um casal passar a tela para o outro.

Baseado na idéia original de Vicenzo Cerami, “Manual do Amor” foi escrito por Giovanni Veronesi e Ugo Chiti. A primeira história, lírica e ingênua como o nascer de uma paixão,
concentra-se no desempregado e romântico Tommaso (Silvio Muccino), que ao deparar-se inesperadamente com a guia turística Giulia (Jasmine Trinca), cai de amores pela garota. A partir daí, o moço fará de tudo para conquistá-la, sempre recorrendo aos favores de um impagável amigo e à própria irmã. Não há como deixar de se encantar com o primeiro beijo e o sonho do jovem em dividir sua vida com a amada.

A seguir, surgem na tela os quarentões Barbara (Margherita Buy) e Marco (Sergio Rubini). Após vários anos de relacionamento, eles enfrentam sua primeira “crise”. O episódio, talvez o menos empolgante dos quatro, levanta uma questão: uma criança poderia ajudar o casal a superar seus problemas? A terceira história é sobre a impagável guarda de trânsito Ornella (Luciana Littizzetto), arrasada devido à “traição” do marido. Com caneta e bloco a postos, ela decide vingar-se, distribuindo multas aos seus novos inimigos: os homens. Ao mesmo tempo, a contrariada mulher depara-se com a chance de
por em prática um affair com o charmoso vizinho. O filme é encerrado a fase de “abandono” e também de recomeço do pediatra Goffredo (Carlo Verdone), por sinal, uma das vítimas das multas de Ornella. Após a mulher trocá-lo por outro, Goffredo recorre a um livro de auto-ajuda, justamente “Manual do Amor”, para tentar consertar o coração partido.
Sua trajetória, assim como a dos demais personagens, é uma tocante jornada sobre as alegrias e os golpes sofridos pelo coração. Esteja “solteiro” ou em qualquer fase do relacionamento amoroso, o espectador pode se preparar para a emoção e – o melhor - para deixar a sala de cinema mais leve do que entrou.

Nota:
Crítica por: Edson Barros
Site Oficial : ---

 

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