Falar desta produção é particulamente delicado pois entramos em cheio no âmbito religioso e não é essa a nossa intenção aqui no CinePop. Este é um site de cinema e vamos nos restringir a comentar Maria, Mãe do Filho de Deus apenas artisticamente. Todos já sabemos que o propósito da Igreja Católica com este filme é essencialmente evangelizar, levar para maior número de pessoas a palavra de Deus e da Bíblia. E para isso não mediu esforços, fez uma grande produção (para os padrões brasileiros) colocando primeiramente como figura central o maior expoente católico da atualidade, o Padre Marcelo Rossi, que passou por todos os programas populares de TV e já vendeu milhares de Cds. Todo esse sucesso ocorreu quando o Padre Marcelo começou a atrair cada vez mais seguidores às suas missas que são muito animadas, com músicas empolgantes e passos de dança e aeróbica. Afinal quem não se lembra do mega hit "erguei as mãos e dai glória a Deus....." Além do Padre foram escalados atores globais (Giovanna Antonelli no papel protagônico, num sotaque carioca insuportável e Luigi Barrichelli no de Jesus Cristo) alguns fazem apenas algumas pontinhas como José Wilker que está comicamente involuntário como Pilatos. O Padre Marcelo faz o papel dele mesmo mas no filme mora numa pequena cidade e é responsãvel pela paróquia local. Ele tem que cuidar de uma menina de uns 7 anos durante um dia enquanto a mãe vai procurar uns exames para saber se a garotinha está curada de uma grave doença. Para entretê-la Marcelo Rossi começa a contar-lhe a história de Maria, mãe de Jesus Cristo. A menina coloca na pele dos personagens bíblicos as pessoas que convivem com ela, a sua mãe vira a Virgem de Nazaré, o padre fica sendo o Arcanjo Gabriel e Jesus é um simpático vendedor de doces que passa pela sua casa. A fita parece um especial da Globo de fim de ano. Ou seja, uma produção caprichadinha, que até entretem mas que pode-se dar uns bons cochilos no meio pois não estaremos perdendo nada de realmente interessante ou empolgante. Tudo é tão conhecido (mesmo para os não católicos) e mostrado de forma tão convencional que o cansaço do espectador da metade para a frente é inevitável. A maioria das pessoas não sairá irritada no fim de sessão mas vai esquecer que viu o filme meia hora depois. |