Dirigida por Sofia Coppola, Maria Antonieta narra a curta vida da arquiduquesa austríaca que para selar uma aliança política entre as inimigas Áustria e França, casa-se com o jovem e passivo Luís XVI. Assim como Maria Antonieta, Luís era um jovem príncipe francês que deseja apenas caçar e aproveitar a luxuosa vida no palácio de Versalhes. Um filme mais político do que histórico, com ritmo e uma bela fotografia, mas que não agradou os críticos franceses. Vaiado (injustamente) em peso, no último Festival de Cannes, Maria Antonieta chega nesta sexta-feira nos cinemas do país. 
No papel principal Sofia optou pela atriz Kirsten Dunst que já havia trabalhado com a diretora em 1999 no filme "As Virgens Suicidas". Como Maria Antonieta, Kristen consegue transmitir toda pureza e alegria de uma jovem que aos 14 anos é inserida na supérflua, política e manipuladora corte francesa. Com desenvoltura, a atriz conduz sua personagem com segurança. Como figura principal, ela atua em todas as cenas ao lado de ótimos atores. Aliás, o competente elenco escolhido pela diretora é um diferencial. Jason Schwartzman no papel do inseguro Luís XVI está divertido. 
Baseado na obra da escritora e historiadora inglesa Antonia Fraser, Sofia inseriu passagens interessantes, como a inexperiência política de Luís XVI na condução de uma grande nação num período de guerra - decisões mal analisadas e responsáveis pela revolta do povo francês - e sua insegurança pessoal diante do casamento, como a demora de sete anos para consumar o matrimônio. Outro detalhe que marca a obra da diretora foi à escolha da trilha sonora. Sofia optou por bandas dos anos 80. As músicas escolhidas trazem, na definição da diretora, um espírito new romantic para o filme. Uma boa escolha.
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