Sinopse: Nos anos 1970, Mary é uma menina australiana sem amigos. Ela resolve esse problema quando começa a trocar cartas com Max, um homem solitário de Nova York.

No cinema, alguns temas são um tiro certeiro para fazer a plateia cair em lágrimas. Uma dessas táticas infalíveis é explorar a amizade entre uma menina e um homem com problemas mentais. Que os lenços usados nas sessões de Uma Lição de Amor (2001) e O Poder da Emoção (1998) sejam minhas evidências definitivas!
Baseado em uma história real, Mary e Max (Mary and Max) é mais um exemplo de como essa relação entre personagens tão diferentes pode resultar em um roteiro tocante e emocionante. A comunicação por cartas é um bônus, deixando tudo com um ar mais romântico e um tanto mágico.
A animação em stop-motion tem dois países como cenário e a direção de fotografia e arte fazem um trabalho dos mais competentes para diferenciá-los. Na opressora Nova York, tudo tem um ar cinzento, enquanto que as cenas na Austrália são um pouco mais leves: a vizinhança de Mary tem uma paleta de cores em belos tons de sépia.

Com um visual desse e tratando de temas como solidão, depressão e aceitação; é possível perceber que essa produção não é voltada para o público infantil, apesar da fofura que é a imagem de Mary. Contudo, nunca é demais avisar.
Já para os adultos que apostarem suas emoções nessa linda história de amizade, os ganhos serão imensos. Uma trilha musical graciosa, um roteiro cativante e uma direção equilibrada fazem a receita lacrimosa perfeita.