Matadores de Vampiras Lésbicas


Sabe aquele filme que você olha o título e a capa e não dá nada para ele. Foi assim que fui assistir Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers) e acabei me surpreendo positivamente. Mas calma, me deixe explicar. O longa produzido na Inglaterra me lembrou e muito a história do musical Os Produtores, na qual uma dupla de produtores tenta lucrar com o pior espetáculo já produzido, com o pior roteiro, o pior elenco e o pior diretor, mas no final acabam se ferrando, pois o espetáculo que tinha tudo para afundar vira um grande sucesso.

Longe de ser um grande sucesso, assistir Matadores de Vampiras Lésbicas é uma experiência muito divertida. Primeiro, você vai a sala de cinema sem nenhuma vontade para um filme com esse nome. Segundo, que o trailer do filme é tão trash, mas tão trash, que mesmo você vendo e achando tão bizarro, dá vontade de assitir ou, ao menos, brota a curiosidade.

A história é simples: dois fracassados cansados saem de férias e acabam presos em uma vila distante com uma van lotada de sensuais estudantes estrangeiras. Roupas curtas e agarradas e momentos de closes com câmeras lentas, claro, não faltam. Mas até ai qualquer filme para adolescentes tem tudo isso. As estudantes acabam sendo capturadas por um exército de vampiras, mas não são quaisquer vampiras, elas são lésbicas.

A partir daí começa o filme de ação que tem poucas cenas de terror, mas que darão sustos aos distraídos na sessão e claro, um longa desse tem que ter cenas divertidas apostando em vários clichês que vão agradar os mais jovens que forem assistir ao filme.

Dirigido por Phil Claydon (Alone, indicado para o prêmio britânico de filmes independentes) e de autoria de Paul Hupfield e Stewart Williams, o longa nem chega a assustar realmente e está longe de apresentar cenas repletas de sangue espirrando para todos os lados ou nudez. O destaque mesmo é a comédia trash, que garante risadas com cenas e referências de filmes antigos de terror.

Mas o que torna a projeção reamente engraçada é o fato dos dois protagonistas serem normais, onde muitos rapazes vão acabar se identificando com eles. Vale lembrar que a principal personagem da história é a vampira Carmilla, a rainha, vivida por Silvia Colloca (que já deu vida a uma vampira em Van Helsing, de 2004). Para os que não a conhecem, seu nome foi inspirado no romance Carmilla (1872), de Joseph.

Nas cópias dubladas, o destaque é para João Gordo, que “dubla” o personagem Fletch. Matadores de Vampiras Lésbicas não apresenta grandes novidades, sendo um filme facilmente esquecível por apresentar um roteiro sem conteúdo, mas que tem como público os adolescentes do sexo masculino, que vão curtir e se divertir. Basta não ter preconceito.

Ficamos agora à espera do filme com os lobisomens gays, prometidos no fim do filme.

Para ver o trailer, clique aqui.

 

Nota:
Crítica por: Léo Francisco