'Tudo que tem um início, tem um fim'. Essa frase é facilmente descartada no final da projeção do filme. 'Matrix' já era um enigma: o telespectador que tinha que ter suas próprias teorias sobre o filme. O segundo aumentou ainda mais as teorias criadas pelo telespectador, que esperava uma resposta para todas as perguntas do filme. E, infelizmente, venho aqui dizer que a espera para saber sobre o universo 'Matrix' não terminou. O filme acabou deixando toda a teoria para trás, para se concentrar em um movimentado e rápido final, que não responde a nada, e nem tenta explicar o motivo dessas duas sequências, que viraram apenas entretenimento para fãs de Kung fu se divertirem. Fã assumido do primeiro filme, admirador do segundo, e infelizmente decepcionado com o terceiro, o que acaba compromentendo toda a trilogia. |  |
Blá, blá, blás moralistas à parte, vamos a crítica a 'Matrix Revolutions': 'Matrix Reloaded' acabou abrindo várias questões que precisavam ser respondidas no terceiro e último (será?) filme da série: Neo é um programa da Matrix? Zion é uma realidade virtual feita para os que não aceitam ficar dentro dela? Como Neo pode controlar e destruir os Sentinelas? Quem é Merovingian e o que ele quer? Como Smith se apossou do corpo de Bane fora da Matrix?
Nada disso é respondido em 'Revolutions', pelo menos de forma direta e explicita... Tudo fica aberto. Neo entra em coma no final do segundo filme, e acaba indo para um lugar chamado 'Limbo', onde programas com problemas ficam presos para não afetar o mundo virtual, ou seja: Neo é um programa. Mas como um programa pode viver fora da 'Matrix', como Neo faz? Se isto significa que Zion é outro programa, o filme não deixa claro. Nada é explicado, nada é respondido, as portas ficam abertas para a imaginação dos telespectadores, que se disiludem por não saber o que a história tenta nos passar. Será que esqueceram de colocar mais meia hora de projeção? Se 'Revolutions' é o final de uma trilogia que começou com um ótimo filme, ele acaba parecendo apenas o meio de uma história não-acabada.  | As atuações conseguem segurar um pouco a atenção ao filme: a heroína desta vez é Trinity, a atuação da atriz Carrie-Anne Moss é espetacular, ela está lá, ela está determinada, ela é a grande sensação do filme. Quando o filme chegar ao meio, você irá rezar para que nada aconteça a ela, para que ela não sofra. Isto é que é atuação! Se você é uma das pessoas que não está nem aí para o enredo do filme, você irá adorá-lo: As cenas são fenomenais, a guerra entre as máquinas e os humanos é ótima e a luta entre o Agente Smith e Neo é umas das mais revolucionárias da computação gráfica. Se você liga, o filme é uma bomba: Os personagens sofrem mais do que o esperado, mortes desnecessárias acontecem (acabando com o clímax do filme), o destino do personagem principal é indecifrável e mal resolvido, e o final do filme não tem solução alguma para as idéias lançadas. |
Quando as luzes se acendem, você irá rezar para que elas se apaguem novamente e mostrem um final plausível. Mas isto não acontece. E pode esperar: Com certeza 'Matrix 4' vem aí! |