As crianças não são mais ingênuas. O mundo mudou. E está demorando um considerável tempo para a indústria cinematográfica perceber isto. A Disney continua se desdobrando para criar aqueles filmes bobinhos, inocentes e sem graça, enquanto o público pede algo diferente. Vira e mexe, uma produção consegue alcançar sucesso absoluto combinando roteiro inteligente e visual aprimorado (lê-se 'Shrek'). 'A Menina e o Porquinho' entra para este grupo. Uma história divertida (é claro que, como todo filme infantil, quer passar uma lição de moral), mas o elenco e a direção conseguem transformá-lo em um filme belo e divertido. 
A verdadeira sensação do filme, como já poderíamos imaginar, é Dakota Fanning (Guerra dos Mundos). A atriz-mirim já consegue carregar qualquer filme em suas costas com talento e sabedoria, e neste ela faz o mesmo. Infelizmente por aqui não teremos o talentoso elenco de vozes da cópia original, que incluí dublagens de Julia Roberts, Oprah Winfrey, John Cleese e Kathy Bates, já que por aqui só teremos cópias dubladas. Mas tudo bem, o filme continua divertido. 
No filme, Charlotte é uma pequena aranha que tenta salvar a vida do porquinho Wilbur, tecendo cinco palavras milagrosas em sua teia, e ensinando a ele e outros animais lições sobre a amizade, a confiança e o amor. Ao mesmo tempo, acompanhamos a entrada da garota Fern, de 10 anos, na adolescência. Wilber é parecidíssimo com 'Babe - O Porquinho Atrapalhado', mas felizmente quem rouba a cena e torna o filme mais interessante é a aranha Charlotte, cativante e mais inteligente que os outros personagens. Mesmo sendo um filme ao estílo "Sessão da Tarde", 'A Menina e o Porquinho' merece ser apreciado, mesmo sendo apenas para experimentar a inocência por pouco mais de uma hora.
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