Messengers são os servidores do exército norte-americano encarregados de dar a notícia da morte de algum soldado à sua família. O sargento Will Montgomery (Ben Foster) acaba de ser nomeado para o cargo e terá como companheiro de trabalho o capitão Tony Stone (Woody Harrelson). Com pensamentos diferentes em relação a como lidar com os familiares dos mortos, eles aprenderão muita coisa um com o outro.

O filme foi vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro e Prêmio da Paz em Berlim 2009, além de ser indicado a Melhor Filme. É também indicado a duas categorias no Oscar: melhor ator coadjuvante (Woody Harrelson) e melhor roteiro original.
Imagino que o diretor e roteirista Oren Moverman (também roteirista de Não Estou Lá) tenha escutado depoimentos de alguns dos tais mensageiros, pois as situações com as quais os protagonistas se deparam são muito reais e fortes. O roteiro é excelente, apesar de desenvolvido de maneira simples.
Os personagens têm a aspereza de quem já apanhou muito da vida e isso imprime no filme uma dureza impressionante, só sendo quebrada quando os dois companheiros ficam mais amigos, protagonizando algumas cenas bem descontraídas, apesar de deprimentes, o que dá um respiro à sequência de cenas dramáticas.

O elenco do filme é muito bom, com destaque para Woody Harrelson, que entrega uma de suas melhores interpretações. O jovem Ben Foster e Samantha Morton também têm boas atuações, esta última no papel de uma das viúvas que Montgomery dará a notícia fatal sobre o marido dela.
Algo que não agradou-me foi a fotografia, cheia de zooms e câmera na mão em momentos inadequados. Dessa vez os “saculejos” não tiveram função nenhuma no filme. Parecem usados apenas por modismo.

O Mensageiro é um filme cru. É simples em sua execução, mas denso nos seus propósitos. Não é impactante nem muda a vida de ninguém, mas é interessante.