Exibido no Festival do Rio 2009 com o título The Messenger, o longa O Mensageiro, do norte-americano Oren Moverman, vencedor do 35º Festival de Cinema de Deauville, traz como grande chamariz a indicação Woody Harrelson ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

O longa retrata as consequências da guerra no Iraque do ponto de vista do sargento Will Montgomery (Ben Foster), que regressa aos Estados Unidos e é designado a informar às famílias americanas sobre a morte dos soldados que estavam em combate. A árdua tarefa é realizada em companhia de outro oficial (Woody Harrelson, repetindo o já manjado papel de desvairado que fez em seus últimos filmes), que parece pouco se importar com a dramática missão. Em uma das visitas desconfortáveis aos parentes de soldados, Will acaba se sentindo atraído por uma jovem viúva (Samantha Morton), o que desencadeia um dilema ético.
O Mensageiro é bacaninha e mostra toda a dor dos parentes que recebem a notícia de que seus filhos e maridos não vão mais voltar. Apesar do tema tão delicado, não apela para lágrimas fáceis e dá seu recado. Mas, ao ser lançado às vésperas do Oscar, acaba ficando à sombra de Guerra ao Terror, que também aborda a Guerra do Iraque, mas vista do campo minado.

Embora a guerra seja a mesma, e a abordagem pareça diferente, ambos procuram - mais uma vez - focar no que se passa nas cabeças - e nos corações - dos soldados. E cada filme, do seu jeito, consegue ser reflexivo sobre o assunto.