Meu Malvado Favorito


Em pleno verão americano, a animação Meu Malvado Favorito (Despicable Me) desbancou o arrasa-quarteirão Eclipse na liderança das bilheterias. Grande surpresa da temporada de lançamentos importantes por lá, o filme finalmente chega ao Brasil. E parece que a Dreamworks conseguiu personagens carismáticos para uma nova franquia bem-sucedida: o longa é pura fofura e diversão.

O mais inusitado de Meu Malvado Favorito é que o protagonista da trama é um vilão. O cientista Gru (no original dublado por Steve Carrel) passou a vida inteira tentando agradar a mãe e faz de tudo para ser cada vez mais perverso. Depois que uma pirâmide no Egito é roubada por um vilão novato, ele decide que está na hora de fazer o maior roubo da história e seu alvo é simplesmente a lua. No caminho de Gru surgem três pequenas e adoráveis orfãs que podem ajudá-lo, involutariamente, a se tornar o maior vilão do planeta.

Embora a dublagem brasileira deixe a desejar - os globais Leandro Hassum e Marcos Meihlem são forçados, mas o segundo se sai um pouco melhor na função - não chega a comprometer o filme. Com personagens simpáticos, o longa é ótima diversão para crianças e adultos e opção certeira para aquele cinema de domingo com toda a família. Mesmo o vilão Gru tem seu lado terno e sensível despertado de forma gradual e inteligente pelo roteiro.

Outro fator a favor do filme é a tecnologia 3D. Ao contrário da maioria dos lançamentos recentes que usa o recurso para garantir um troco a mais na bilheteria, dessa vez o 3D é parte da história, valorizando ainda mais o lado lúdico da trama.

Meu Malvado Favorito, que é dirigido pela dupla Pierre Coffin e Chris Renaud, com certeza terá continuação e pode se tornar a nova menina dos olhos da Dreamworks. Merece ser visto com todo o carinho.

 

Nota:

Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)


 


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