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Meu Papai é Noel 2

Natal, presentes, família reunida, árvore, chester, Papai Noel... Todo mês de dezembro é a mesma coisa. Essa agradável rotina que se repete há muito tempo também engloba outro assunto: o cinema. Sempre nessa época um grande filme chega às telas para capitalizar recursos em cima das festas de final-de-ano, e muitas vezes se torna um blockbuster considerável. "Esqueceram de Mim 1 e 2", "O Grinch" e o clássico " A Felicidade Não Se Compra" existem também para comprovar que esta época é das mais rentáveis para Hollywood.

Foi assim (seguindo esse raciocínio) que, no longínquo ano de 1994, o comediante Tim Allen, famoso apenas nos EUA, aportou nos cinemas com o sucesso "Meu Papai é Noel", fábula em que seu personagem, por um descuido, acabou matando o verdadeiro Papai Noel e assumiu a identidade do bom velhinho.

Esta continuação, de sucesso ainda maior do que o primeiro, segue a história original, com Scott Calvin - agora Papai Noel - enfrentando alguns problemas no Pólo Norte. Quando assumiu o papel de Noel, Scott não leu algumas palavras miúdas contidas na Santa Cláusula. Ele precisa se casar com uma Mamãe Noel até o dia de Natal. Se não conseguir, perde seus poderes mágicos.

Para procurar uma companheira, ele então volta à sua cidade e deixa em seu lugar um clone de plástico, que acaba perdendo o controle da situação e cria uma verdadeira ditadura no Pólo Norte, e que ainda pretende destruir o Natal das crianças entregando pedras de carvão ao invés de presentes. Como se não bastasse, Scott ainda tem que lidar com seu filho Charlie (Eric Lloyd), que, na tentativa de chamar a atenção do pai, começa a se comportar mal na escola.

O filme possui um clima de fantasia a magia bastante agradável e funcional. A simpática atuação de Allen (que vai emagrecendo e perdendo a barba durante a projeção) e o divertido visual são os maiores responsáveis por isso. Apesar da fotografia não ser em nada inovadora, da maquiagem ser um pouco falha (Allen mais gordo não convence muito), e dos efeitos especiais não terem nada de novo (até alguns animatronics antiquados são utilizados), a boa mistura, em doses certas, de cada um desses elementos colabora para transformar o filme num belo espetáculo visual e sonoro, já que a trilha sonora de George S. Clinton também funciona muito bem.

A edição ágil (porém cuidadosa em seu ritmo) e a mão-leve do diretor ainda fazem de "Meu Papai é Noel 2" um filme que corre muito bem, fazendo 100 minutos passarem voando como um trenó puxado por renas.

Problemas surgem quando percebe-se que um das tramas paralelas à principal é bastante fraca, além de nada acrescentar ao filme. Falo da subtrama envolvendo o filho rebelde de Scott, que, de uma hora para outra, é diluída na história e desaparece da mesma maneira que apareceu. A pequena subtrama amorosa entre Scott e sua pretendente à Mamãe Noel também é menos envolvente do que deveria ser. Culpa dos clichês.

Felizmente o roteirista é um pouco mais feliz com outros personagens e situações. Comet, uma das renas que aparecia no primeiro filme, está de volta. É hilariante, assim como a rena-bebê que está sendo treinada e quebra o maior galho para Noel num momento importante do filme.

Também bastante divertida a brincadeira com as entidades mágicas que povoam a infância das crianças: Coelhinho da Páscoa, Cupido, Fada dos Dentes (que não é bem uma fada - outra piada ótima) e até a Mãe Natureza aparem em certo momento do filme. A conclusão, mesmo com toda a sua previsibilidade e moralismo, ainda reserva uma cena de ação vertiginosa.

Enfim, mesmo não sendo tão interessante ao público brasileiro (que praticamente desconhece o humorista Tim Allen e o primeiro filme), "Meu Papai é Noel 2" é dos programas mais agradáveis e rápidos do final-do-ano.

Nota:  
Crítica por: Diego Sapia Maia
Site Oficial : ---

 

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