O Milagre de Santa Luzia


Sinopse: Documentário sobre os sanfoneiros de várias localidades do Brasil.

O que se deve primeiro ressaltar como qualidade positiva em O Milagre de Santa Luzia é o fato de serem homenageados nesse documentário vários sanfoneiros de inegável importância para a música brasileira. Entre os que ainda estão entre nós, destaque para Dominguinhos, que serve de fio condutor, e para Renato Borghetti, representando o Sul do País. Quem aprecia as diversas possibilidades do instrumento musical perceberá as merecidas homenagens de músicos que já faleceram, como Sivuca. Outra ficura importante com depoimentos gravados no longa é o poeta Patativa do Assaré.

O filme começa no Nordeste brasileiro, apresentando alguns estilos musicais regionais que usam a sanfona, como o forró e o baião. Luiz Gonzaga, o maior ícone sanfoneiro do País, é ressaltado e relembrado por todos. Depois, o espectador segue viagem até o Pantanal, onde a música e a cultura gaúcha têm grande influência. Por isso, o próximo passo lógico é visitar os pampas. Lá o instrumento é chamado de gaita e novos músicos e estilos são contemplados. Finalmente, chega-se em São Paulo, onde migrantes de todo o país encontram-se e tocam variados tipos de canções.

Mesmo com essa andança por vários locais, o documentário pende mais para o lado nordestino, por isso mesmo acaba em São Paulo, a maior metrópole nordestina. Na terra da garoa, há espaço para a reflexão dos êxodos em busca de novas oportunidades e o momento mais bonito do documentário acontece. Só vendo para saber.

Se for desconsiderada a parte musical, o filme ainda pode ser usado como cartão de visita do país. A direção de fotografia aproveita os variados cenários que nossa geografia oferece para criar quadros estonteantes de paisagens bonitas. Mas como se trata de um documentário musical, o som precisa ser muito cuidadoso, tornando imperativo que se assista a esse documentário em uma sala de cinema.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)