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Minha Mãe Quer que eu Case

Ok, ok, "Minha mãe quer que eu case" não traz absolutamente nada de novo ao cinema, nem mesmo ao gênero "comédia romântica" em que se enquadra. Na verdade é uma sucessão de clichês e cenas em que não precisa mais do que 3 segundos para você adivinhar o que vai acontecer em seguida ou como cada personagem irá terminar. O filme é uma repetição de tudo o que já vem sendo feito no gênero.

Mas e que disse que um emaranhado de clichês não pode ser divertido? "Minha mãe quer que case" é, e muito.

Mandy Moore (de "Um Amor Para Recordar") interpreta Milly, filha caçula de Daphne (Diane Keaton, de "Alguém Tem Que Ceder"), sempre frustrada com suas relações amorosas, onde constantemente se depara com psicóticos, problemáticos ou gays. Cansada de ver a filha se envolver com os caras errados, Daphne resolve interferir no destino da filha e procurar um noivo para ela, seguindo os padrões que ela estabelece como sendo merecedores de algum crédito. Em meio aos seres mais estranhos possíveis, Daphne conclui que o melhor partido para sua filha é o arquiteto Jason (Tom Everett Scott, de "O Dono da Festa"), com quem ela logo arruma um jeito de fazer a filha se aproximar. Nessa busca incessante, Daphne também conhece Johnny (Gabriel Match), um músico que, aos olhos da mãe, "irá partir o coração de sua filha", mas que também arruma uma forma de se aproximar de Milly. Está formado o triângulo amoroso básico de qualquer romântico do gênero: o requintado arquiteto x o divertido músico.

Muito bem interpretado por Diane e Mandy, o filme também se estrutura no bom apoio dado por Piper Perabo (de "Show Bar") e Lauren Graham (de "Gilmore Girls", uma excelente atriz para esse tipo de filme, muito mal aproveitada pelo cinema), todas com "timing" bastante apurado para as cenas cômicas.

Recheado de cenas inseridas apenas para serem "engraçadas" o filme em diversos momentos beira "se perder"; só não acontece porque Diane está sempre lá para nós reencaminhar para os conflitos familiares que seu personagem tem a resolver, fazendo com que o espectador não se canse, apesar da meia hora final ser arrastada.

Como disse no começo, "Minha mãe quer que eu case" não "reinventa a roda", mas a repete de maneira cuidadosa e bem feita. É um filme que ao sair do cinema você inevitavelmente estará com um belo sorriso no rosto... e afinal, o cinema como entretenimento nada mais é do que 2 horas bem aproveitadas em uma sala escura, não é mesmo?

Nota:
Crítica por: Rodrigo Soares
Site Oficial : ---

 

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