Missão Madrinha de Casamento
29.04.2011
Leonardo Campos

Certa vez comentei que há filmes tão ruins, mas tão ruins, que merecem ser analisados nem que seja por uma curiosidade masoquista. Missão Madrinha de Casamento, dita comédia que estreia neste final de semana consegue carregar consigo uma intensa aliteração: tediosa, odiosa, tendenciosa e qualquer outra coisa que você, caro espectador, possa achar de um filme ruim.

Comédias deste quilate andam assombrando as salas de cinema desta última temporada, fazendo os espectadores mais antenados levantar questões no que tange a qualidade duvidosa de alguns roteiristas atuais, principalmente os responsáveis por comédias românticas.

O diretor Paul Feig faz um filme que provavelmente só ele acha engraçado: Lilian (Maya Rudolph, constrangedora) vai ter a sua vida modificada bruscamente depois que a sua inseparável amiga de infância é pedida em casamento. O que parecia sólido se liquidifica, trazendo a tona diversos problemas pessoais de Lilian, que não acredita mais no amor, perde o emprego e ainda precisa competir à amizade com Helen, nova grande amizade da noiva Annie. Pronto, é só isso. Mais do mesmo. Os clichês invalidam tudo, até mesmo a fotografia e a trilha sonora balançante.

Acredita que ainda pode ficar pior? Sim. As personagens decidem almoçar em um restaurante brasileiro antes da sessão de escolha do vestido da noiva e das damas de honra. Após o encontro, começam a suar e passar mal, abrindo a cena mais constrangedora do filme: vômitos e fezes para todos os lados, constrangimentos que acometem até mesmo o público. Mais uma das infames produções que brincam com o perigoso jogo de estudo do Outro, abordando a brasilidade como algo canhestro e escatológico. Muito feio para os responsáveis dessa bomba. Amantes da cultura trash não podem perder essa brincadeira de mau gosto.

O diretor até tem noção de enquadramento, mas infelizmente é vencido pela obviedade do roteiro. Com 125 minutos de duração, acredite meu caro espectador, Missão Madrinha de Casamento é frívolo, enfadonho e apresenta roteiro perdido. Provavelmente você já viu este filme antes, e da última vez, foi muito melhor.

Nota:

Crítica por: Leonardo Campos