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Missão: Impossível III

Realizar continuações que mantenham o ritmo – ou até superem o filme original - soa como missão impossível para muitos cineastas. Não para o diretor estreante no cinema J.J. Abrams, criador de dois dos maiores sucessos da TV: Lost e Alias. À frente de “Missão Impossível III”, Abrams deixa comendo poeira John Woo, responsável pelo segundo filme da série, e entrega uma fita ainda melhor que a primeira, de Brian de Palma.

Para alcançar o resultado, o diretor (também co-autor do roteiro) apostou em um enredo simples – que não deixará ninguém quebrando a cabeça para montá-lo - mas altamente eficiente. Devidamente alimentado por premissas críveis, o espectador praticamente não terá tempo de descansar da ação muito bem orquestrada em locais como o Vaticano e a deslumbrante Xangai, na China.

Outro mérito do filme é imprimir um caráter mais pessoal ao personagem Ethan Hunt (Tom Cruise, também produtor da fita). Do eficiente prólogo – uma maneira acertadíssima de começar o filme já em 220 volts – ao desenrolar de toda a trama, o agente, bem como toda sua fiel equipe, está às voltas com questionamentos mais humanos.

Agora, Hunt está noivo de uma pediatra (Michelle Monaghan, de “Beijos e Tiros”) e descobre as dificuldades de manter sua profissão secreta enquanto precisa viver dentro das regras de um relacionamento comum. É quando o agente é chamado para mais uma missão: resgatar uma colega de trabalho, a bela Keri Russell (de “A Outra Face da Raiva”), aprisionada por um perigoso traficante internacional (o excelente Philip Seymor Hoffman, ganhador do Oscar de melhor ator deste ano por “Capote”).

Para o trabalho, Hunt chefiará uma equipe composta por Ving Rhames (Madrugada dos Mortos), Jonathan Rhys Meyers (protagonista do mais recente filme de Woody Allen, “Ponto Final”, ainda em cartaz) e a estreante nas telonas Maggie Q. Tenso, o resgate será apenas o primeiro desafio do grupo, em uma trama repleta de momentos empolgantes como há tempos não se via nos filmes de ação.

Destaque para a presença de Laurence Fishburne (da trilogia “Matrix”), como o chefe da agência secreta, e do inglês Simon Pegg (do já cult “Todo Mundo Quase Morto”), como um especialista em tecnologia de espionagem.

Tom Cruise anda afirmando que a cinessérie Missão Impossível irá parar nesta parte três. Pelo impressionante resultado alcançado com este episódio, deixará saudades.

 

Nota:
Crítica por: Edson Barros
Site Oficial : ---

 

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