| Uma tática recorrente em filmes infantis é colocar piadas que apenas os adultos entenderão. Dessa maneira, agrada-se os pais que levam os filhos ao cinema. Os Muppets (The Muppets) segue outra direção e o filme irá primeiramente agradar os adultos dispostos a se reconectarem com suas infâncias. Toda essa receita começa com os dois atores principais. |
Jason Segel já mostrou em Ressaca do Amor sua adoração pelos fantoches criados por Jim Henson e agora também colabora com o roteiro do novo filme. Em Encantada, Amy Adams demonstra sua habilidade de não se levar muito a sério e fazer ótimos números musicais.

O filme em si não se leva a sério, o que dá muita saúde para a produção. Seu humor é baseado na nostalgia de seus antigos fãs (e na total ignorância das novas gerações) e em piadas com si mesmo. Nesse caso, os próprios personagens assumem que estão em um filme, fazendo referências ao orçamento da produção e aos números musicais.
As participações especiais são mais um elemento no charme de Os Muppets. Astros de agora e do passado fazem pequenas pontas para dar mais dinâmica ao enredo.
No entanto, um ponto no roteiro perde força em terras brasileiras. Caco e sua turma são ameaçados de perderem os direitos sobre o nome da trupe. Em uma época em que a Disney está repleta de Kermit, Tinker Bell (Sininho) e menino Christopher (Ursinho Puff), os nomes pelos quais os personagens são conhecidos há décadas parecem não ter muito valor.