A primeira impressão que tive ao assistir Uma Noite Fora de Série (tradução cretina para Date Night), foi de acabara de presenciar uma sequência não-oficial e sem agentes de Agente 86, filme também protagonizado por Steve Carell, na versão mais recente.

O longa é cheio de ação e piadas – que funcionam – sobre relacionamentos. Phil e Claire Foster se autodenominam “o casal insosso”, pais de dois filhos, moradores de um bairro de classe média em Nova Jersey e têm empregos estáveis. Receosos de que a rotina em que o casamento caiu acabe com a relação, resolvem sair para jantar num dos restaurantes mais caros de Manhattan. Eles só não imaginavam ser confundidos com um casal de ladrões, procurados por uma dupla de policiais corruptos. O casal agora terá que fugir e desvendar o todo o caso para desfazer o mal entendido e salvar a própria pele e a de seus filhos.
Dirigido por Shawn Levy (Uma Noite no Museu 1 e 2), Uma Noite Fora de Série é um passatempo divertido e nada mais.

Steve Carell e Tina Fey estão engraçados como sempre, mas a sequência de situações absurdas e clichês não deixam o filme sair do patamar dos besteirois. Além disso, há incoerências que denunciam certo descuido no roteiro. Por exemplo: como uma pessoa que diz não saber o que é um pen drive consegue arrancar dados secretos de um super computador alheio em questão de segundos, com a maior facilidade?
De qualquer forma, são eles que valem o ingresso, protagonizando cenas impagáveis como a do restaurante, onde encontram o cantor Will.I.Am, do Black Eyed Peas.

A maior discussão é sobre a rotina. Optar por ela, pela família, é saudável e seguro? Mas será que um pouco de loucura não pode fazer bem?
No fim, o espectador descobre qual a lição de moral da vez. A última cena deixa clara a opinião do diretor.
Não chega a ser tão descolado quanto Agente 86, mas ainda assim é um descontrair-se e comer uma boa pipoca.