Sinopse: Várias histórias de amor que se passam na maior metrópole do mundo.

A premissa de Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You) é a mesma que levou para as telas a coletânea de curtas-metragens Paris, Eu Te Amo alguns anos atrás. A diferença é que agora as pequenas histórias não são apresentadas com começo, meio e fim de uma vez. Algumas delas são interrompidas e retomadas mais adiante. Um exemplo disso surge logo com a primeira imagem, a junção de personagens de duas histórias distintas.
Outra diferença é que não há mais a variedade de gêneros, com todos os episódios seguindo mais ou menos a mesma estética. A riqueza que se via na versão francesa foi perdida, mas mesmo assim vale a pena assistir.

Vários atores foram convidados para dirigir algumas partes. O alemão Faith Akin é um deles, mas não se trata da estréia dele por trás da câmera. Seu enredo fala de arte e amor, como uma diva pode inspirar um artista.
O israelense Yvan Attal (A Hora do Rush 3) é outro ator bancando o diretor. Seu curta fala da insegurança dos solteiros, com Ethan Hawke (Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto). A também isrealense Natalie Portman (A Outra) faz sua estreia como diretora, além de atuar em outro segmento. Em sua colaboração como cineasta, Portman fala do preconceito – daquele que nem se percebe que tem – de uma forma muito tocante.
Enquanto atriz, ela participa da história da indiana Mira Nair (Nome de Família), mostrando a pluralidade de religiões e como eles conseguem conviver em uma terra estrangeira. Ainda na Índia, Shekhar Kapur (Elizabeth: A Era de Ouro) traz um dos curtas mais complexos do filme, com uma atuação excelente de Shia LaBeouf (Transformers 2).

O japonês Shunji Iwai oferece uma história muito fofa estrelada por Orlando Bloom (Piratas do Caribe 3), com certeza uma das partes favoritas da meninas na fita. Ainda no Oriente, o chinês Jiang Wen traz uma história cheia de reviravoltas e merece muitos elogios por conseguir contornar Hayden Christensen (Jumper).
Joshua Marston colabora dirigindo uma linda história de amor na terceira idade, com personagens altamente carismáticos. O casal passa o tempo todo implicando um com o outro, mas percebe-se que no fundo o amor entre eles é invencível. Ainda na parte engraçada, Brett Ratner (X-Men 3) usa todo o potencial de Anton Yelchin (Exterminador do Futuro 4) para simpatizar sobre as dificuldades amorosas da adolescência.

Seguindo a mesma recomendação da versão parisiense: vá assistir, é impossível não se encantar (nem que seja só com algumas histórias).