Nova York, Eu te Amo


Insano e poético. Essas são as duas principais características desta versão “grandes capitais do mundo”, que vem sendo produzido há alguns anos. Os argumentos são interessantes, as ideias coesas e a direção segura, portanto, esta versão americana da história perdealguns pontos se comparado ao maravilhoso Paris, Eu te amo, filme anterior da série, nos fazendo aguardar por Rio, Eu te amo, que deve ter suas filmagens iniciadas em 2011.

Vários cineastas assinam os doze curtas de Nova York, Eu te amo: Mira Nair, Fatih Akin, Allen Hughes, Brett Ratner, Yvan Attal, Jiang Wen, Shunji Iwai, Shekhar Kapur, Randy Malsmeyer e Joshua Marston, além da estreante atrás das câmeras Natalie Portman.

O tema central da história é o amor. A característica multicultural do filme serve pra nos mostrar que mesmo com as habituais diferenças, mesmo sendo de raças distintas, todo ser humano é capaz e possui a sua forma de amar. Diferente do anterior, realizado em Paris,esta versão não dividi a história em capítulos, mas faz algo ao estilo Paul Haggis (estilo Crash – No Limite), colocando as histórias entrecortadas, e um personagem chave indo e vindo em cada história dessa, modificando um possível caráter engessado da narrativa, que traz enredos e direções distintas.

Entre os melhores momentos, estão: a descrição erótica do personagem de Ethan Wake, a iniciação sexual de uma paraplégica (a cena mais curiosa) e o jogo de gato e rato entre Christina Ricci e Orlando Bloom com a narrativa de Crime e castigo, de Dostoievski.

Se em Paris, Eu te amo, a homenagem literária da vez era o ousado Oscar Wilde, em Nova York Eu te amo é Fiodor Dostoieviski, escritor do clássico absoluto Crime e castigo, que será homenageado. Com 112 minutos de duração, Nova York, Eu te amo é muito mais do que o título simplório talvez venha a representar.

Em seu elenco, temos ainda Natalie Portman, Orlando Bloom, Shia LaBeouf, Julie Christie, John Hurt, Hayden Christensen, Rachel Bilson, Chris Cooper, Drea de Matteo, Ethan Hawke, Kevin Bacon, Bradley Cooper, Blake Lively, Christina Ricci, James Caan, Robin Wright Penn e Goran Visnjic.

Voltando a questão dos pontos que essa versão perde em relação ao primeiro filme, temos a entrega dos atores no que tange a atuação e os elementos do espaço cênico: mesmo que tenha se tornado um estereótipo, sabe-se que Paris possui mais o estilo romântico que Nova York, geralmente vista como a cidade andarilho de diversas culturas e, consequentemente, efervescência cultural, a metonímia do que conhecemos como situação pós-moderna.

Nota:
Crítica por: Leonardo Campos

 


 


 

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