"Nunca é tarde para amar" é um título em português extremamente auto explicativo: um ser humano é capaz de amar e receber amor em qualquer idade, pois o amor não é digno apenas daqueles que estão jovens. Com este pressuposto Michelle Pfeifer (que também está em cartaz nos cinemas brasileiros com Hairspray - Em Busca da Fama) nos entrega uma boa interpretação, recheada vivacidade e entrega neste novo trabalho de Amy Heckerling.

Michelle interpreta a divorciada Rosie, uma roteirista de programas de comédia que vive com sua filha adolescente, que se apaixona pela primeira vez. Com tudo que já passou, Rosie tenta fazer com que sua filha Izzie (Saoirse Ronan) não sofra por amor, tentando mostra-lhe o caminho que faça com o que o menino caia de amores por ela. Ledo engano. Quem ama sabe que conselhos na maioria das vezes não são levados em conta, o que vale mesmo é o coração. E isto Rosie nos prova logo à frente, quando se apaixona pelo promissor ator Adam (Paul Rudd, de "A Razão do Meu Afeto").
Mesmo com toda sua experiência, Rosie não se impede de ter o brilho no olhar dos que se apaixonam pela primeira vez, de sentir aquele frio na barriga pelo amado estar perto, ciúmes, enfim, todas as característica de quem ama, inclusive o medo da diferença de idade, algo que por mais avançado que o Mundo e as pessoas estejam ainda é alvo de "olhar torto" pela sociedade.
O romance entre Rosie e Adam e a química entre eles é o ponto chave do filme, é o que realmente vale o ingresso. Michelle Pfeiffer se mostra excelente atriz (pra não dizer linda), e Paul Rudd mostra-se capaz de segurar um personagem central sem nenhuma dificuldade.
O filme apenas se perde nos momentos em que tenta ser engraçado: o ex marido de Rosie não tem a mínima importância no filme (além de tentar ser um momento cômico no filme, algo que poucas vezes consegue), bem como a "Mãe Natureza", que tem lá sua importância como consciência da personagem principal, mas é tão bizarra que não condiz com o ritmo do filme.
Mesmo com estes pequenos tropeços "Nunca é tarde para amar" caminha bem para seu final até certo ponto "aberto" (algo que não é esperado pelo ritmo do longa), e consegue ser boa diversão e bom programa para namorados e aqueles que acreditam no amor independente da época, da idade, da cor, do sexo...