Oceanos é o terceiro documentário lançado pela Disneynature, parte do conjunto de filmes que intencionam mostrar os patrimônios naturais da humanidade e alertar o público para a necessidade de sua preservação.
O primeiro, Terra, foi lançado há cerca de um ano no Brasil e fez relativo sucesso de público e crítica. O segundo, Balé Vermelho, foi lançado diretamente em dvd, infelizmente.

Para dirigir este terceiro documentário foram escalados Jacques Perrin e o codiretor Jacques Cluzaud, que assinaram estas mesmas funções em Migração Alada, que dissertava sobre a rota de migração dos passáros e foi vencedor do Oscar de melhor documentário em 2002. Ambos especialistas em filmagens em situações extremas.
Como fica evidente pelo título, Oceanos retrata a vida marinha, boa parte apenas ao som de uma trilha orquestrada e vez por outra, com texto que fala sobre a necessidade de se preservar os ecossistemas marinhos.
Narrações piegas e desnecessárias à parte – desnecessárias porque não acrescentam em nada à reflexão e à conclusão que já se tira só de ver as imagens – o que se vê na telona é um show de filmagens, com câmeras em posições e lugares inimagináveis. Uma gama de recursos técnicos que impressiona. São cardumes gigantescos, arraias, golfinhos, baleias, tartarugas e um monte de outras espécies bizarras e igualmente belas.

É como uma sessão do sublime, um momento para meditar e refletir sobre o mundo em que vivemos. Um mergulho em cores e texturas, que aliados a um trabalho estupendo de captação e edição de som formam um conjunto audiovisual cuja beleza “salta aos olhos”.
No entanto, este é um documentário de linguagem simples, pensada para atingir um público maior e talvez por isso a narração redundante se faça necessária, mas Impressionen Unter Wasser (documentário de 2002, dirigido por Leni Riefenstahl), por exemplo, produz o mesmo efeito, só com sons e imagens, sem a necessidade de verbalizar-se.
Apesar de ser distribuído pela Disneynature, Oceanos é uma coprodução francesa com a Suíça e a Espanha.

Ainda que não possua o impacto de Terra, é uma obra que vale a pena ser vista em tela grande, com suas imagens inacreditáveis, que mais parecem esculpidas num CGI (computação gráfica) de última geração.