Ouro Negro


Sinopse: João Martins funda uma companhia de petróleo em Alagoas, nos anos 30. Diante do desafio de comprovar a existência do petróleo brasileiro, enfrenta intrigas internacionais e a corrupção governamental.

Depois de o Brasil conseguir ser autônomo na produção de petróleo e as descobertas do pré-sal, contar a história de como essa exploração se desenvolveu é justificável. Para suprir essa demanda o filme Ouro Negro é muito instrutivo, mas não passa disso.

O roteiro embarca um longo período histórico e para que tudo caiba em menos de duas horas de duração, os momentos de alegria dos personagens – como casamentos e nascimentos de filhos – são abreviados ou apagados. Dessa maneira, o que se vê é uma legião de sofredores que parece não ter fim. A experiência de assistir a fita torna-se gradativamente mais extenuantes, conforme fica cada vez mais difícil se enxergar uma luz no fim do túnel.

Uma solução para esse problema seria transformar o enredo em uma minissérie, com a urgente inserção de um núcleo cômico para dar algum tipo de alívio para o expectador. Há até duas fases cronológicas, como ocorre na maioria das produções desse formato.

Tecnicamente, Ouro Negro também apresenta diversos problemas. A direção de fotografia é pobre e as atuações são constantemente teatrais, denotando uma falha mais na direção do que no elenco em si.

No final das contas, o que salva o filme é seu tema do qual é cada vez mais necessário que se tenha conhecimento.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)