A história é passada num futuro de cerca de quinhentos anos, depois da morte do Planeta Terra. A nave espacial Elysium, com 6 mil tripulantes, é enviada ao espaço, em direção ao Planeta Tanis, onde possivelmente os humanos poderão viver. Depois de alguns acontecimentos, a nave fica aparentemente inabitada, até que dois homens acordam em seus “casulos de hibernação” e sem saber o que ocorrera, tentam encontrar uma maneira de levar a nave até seu destino e talvez, salvar a humanidade.

Tá. Eu e a torcida do Brasil já vimos este filme algumas dezenas de vezes. Para se destacar neste gênero, é preciso algum toque de inventividade ou uma mensagem mais elaborada, outra que não seja a de que o planeta ficou inabitável e uma tripulação heróica partiu em busca de “alternativas”.
Pandorum não foge do lugar-comum em nada. Com roteiro batido, diálogos clichês, elenco de filmes “b” e abuso de tensão de filmes de terror trash, o filme não passa de mais um na multidão.
O filme tem uma montagem e uma fotografia no mínimo estranhas, uma com cortes bruscos – as cenas pareciam acabar antes da hora e começar depois dela – e cada cenário é iluminado com uma cor diferente, com tendências ao neon: enquanto umas sequências tinham o tom “azul Avatar”, outras estouravam um “vermelho Missão Marte” tão tosco quanto sua referência.

A direção de arte é interessante e constroi uma dezena de cenários que dinamizam as sequências e dão possibilidade de variados clímaxes – que nem sempre acontecem como deveriam – no decorrer da história.
Sunshine – Alerta Solar, de Danny Boyle, mesmo com seus defeitos finais, deixa este longa no chinelo, com muito mais tensão, poesia e plasticidade. O final de Pandorum, aliás, é bem melhor do que o restante, dando margens para uma sequência que poderá ser muito mais interessante do que esta primeira parte. Isso se Dennis Quaid não estiver no elenco novamente, para estragá-lo.
Merecia outro destino que não as salas de cinema: as prateleiras das locadoras, diretamente. Medíocre.