O maior crédito de 'A Passagem' é a direção de Marc Forster, já habituado em criar filmes fantásticos e arrebatadores de criticas posítivas, como 'A Última Ceia' e Em busca da Terra do Nunca'. Mas, ao mesmo tempo em que o Forster e Roberto Schaefer (diretor de Fotografia) transformam o filme em um belíssimo deguste visual, eles acabam perdendo o fio da meada na trama. 
Filmes com idéias geniais costumam ser 8 ou 80: Ou eles se tornam cult instantâneo (como 'Matrix'), ou se perdem e se tranformam em bombas catastróficas (como 'Os Esquecidos' ou até 'Na Companhia do Medo'). E a explicação é simples: idéias geniais necessitam ter desfechos geniais, e quando isto não acontece, o filme acaba não tendo sequer uma lógica. E este é o caso de 'A Passagem'. Sam Foster (Ewan mcGregor) é um psicólogo que trabalha numa prestigiosa universidade americana. Certo dia um de seus jovens pacientes o procura para dizer que planeja cometer suicídio em breve. À medida que Sam estuda o caso, o rapaz começa a fazer estranhas e terríveis profecias que se realizam. Assim, o psiquiatra precisa impedir seu paciente de cometer suicídio e tentar salvar as pessoas envolvidas em suas premonições. 
O trio principal se destaca e demonstra grande afinidade com a trama: McGregor já se demonstrou um ótimo ator e desta vez não desaponta, Gosling surpreende e Watts está belíssima e poderosa como sempre. Infelizmente, o roteiro engana o espectador tentando fazê-lo imaginar-se como um ser inteligente, ao mesmo tempo que solta pistas óbvias sobre o que está acontecendo para que não deixe-os pensar. Mas 'A Passagem' tem seus créditos. É um deguste visual, possuí uma idéia estremamente inteligente e um elenco estelar. |