Pearl Harbor

Quer ver um monte de explosões, gente voando, navios afundando e batalhas aéreas ? Assista Pearl Harbor. Quer ver um bom filme de guerra, com uma grande história ? Não assista Pearl Harbor.

Só os efeitos se salvam nesse filme. A primeira e a últimas horas são dignas de novela mexicana. Cenas feitas na medida para arrancar lágrimas. E a maior parte do público cai direitinho. Aquela trilha sonora horrível só deixa os momentos "de emoção" mais piegas ainda. Tudo recheado de clichês, momentos de 'bravura" dos americanos e por aí vai...

Eu dei risada naqueles momentos que eram pra... chorar, digamos assim. Aquele começo rídiculo acabarou com a minha expectativa.

Os personagens de Ben Afleck e Josh Hartnett são muti, mas muito canastrões. O pior de todos é aquele capitão "interpretado" pelo Alec Baldwin. Cada vez que ele vinha dar aquelas lições de moral eu não agüentava e caía na risada... muito ruim.

Os diálogos são o cúmulo da pieguice. Ex: "Mas seu nariz é que está doendo..."; "Não, é o meu coração...." Não dá...

As cenas de batalhas sim, merecem algum mérito. São elas que salvam Pearl Harbor do naufrágio total. Tudo muito bem feito. Parece que Michael Bay concentrou suas forças nessas cenas e esqueceu o resto do filme.

Depois da segunda hora, que é a hora da batalha e das explosões, tudo desanda novamento, como no começo. O patriotismo americano inunda a tela. Os japoneses aqui são retratados com sanguinários, extremamente vingativos e hostis. Tudo, pra variar, pra exaltar a "coragem", a "bravura" e a "lealdade" dos americanos, estes sim, verdadeiros sanguinários.

Mas... se você gosta de ver os americanos vencendo tudo e saindo triunfantes, e de ver uma história de amor igual a da novela da Sandy, Pearl Harbor é seu filme.

Se quer qualidade de roteiro e atuações, fuja !

Nota:   
Crítica por: Diego Sapia Maia
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