O genêro Terror anda bastante desgastado nestes últimos anos, apelando até para remakes japôneses que em apenas dois anos já lotaram as salas de cinema e locadoras, e também já deu o que tinha que dar. É então que, do nada, surgem alguns filmes que valem a pena serem vistos, mesmo que continuem sendo bobos, como o assustador 'A Sétima Vítima', o ótimo 'O Massacre da Serra Elétrica' e este filme. Filmes baratos e bem feitos, que realmente conseguem fazer com que as pessoas saiam dele com um pouco de medo. 
Com um conceito um pouco idiota para um filme de terror (afinal, bicho papão?), este 'O pesadelo' consegue superar as expectativas e ser um filme realmente divertido e assustador (para quem gosta do genêro). Aparentemente, Tim (Barry Watson, em ótima atuação) parece ser um rapaz normal, de vinte e poucos anos. Tem um bom emprego e o seu namoro com Jessica (Tory Mussett) vai muito bem. Mas um medo intenso e paralisante o aterroriza desde a infância e o está destruindo. E piora a cada dia. Quando Tim tinha oito anos, assistiu da cama, paralisado de pavor, o pai ser sugado violentamente para dentro do armário e nunca mais foi visto, nem se ouviu falar dele. Tim morre de medo que o Bicho Papão, um dia, volte para buscá-lo, como já fez com tanta gente antes. Até agora, ele sobreviveu eliminando as oportunidades para o bicho-papão agarrá-lo. Tirou todos os cantos escuros do apartamento, não há armários e a cama está direto no chão, para a força maligna não ter onde se esconder. A idéia de tirar um casaco de um armário o deixa aterrorizado. Quando Tim é forçado a sair dessa área de conforto, em uma viagem no dia de Ação de Graças para a casa dos pais de Jéssica, ele sai do seu mundo protegido e as coisas começam a se desintegrar.  É claro que a partir daí seguem mortes, insanidades e outros clichês do genêro que começam a se acumular, mas de uma maneira um pouco mais inovadora que o convencional, terminando por uma explicação um tanto lógica para - o que no começo podemos achar babaca - o bicho-papão.
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