Após retornar aos cinemas depois de um longo período com 'O Quarto do Pânico', Jodie Foster volta novamente com 'Plano de Vôo', um suspense "divertido" e elegante. O filme conta a história de Kyle Pratt (Foster) que, durante um vôo comercial, percebe que sua filha de 6 anos que viajava com ela, simplesmente desaparece do avião. Desesperada, Pratt tenta a todo custo saber da verdade sobre o desaparecimento da menina, sendo que ninguém da tripulação tinha sequer visto a criança a bordo. 
Com uma premissa bastante inteligente, o filme se inicia como um suspense claustofóbico e quase hitchhitchcockiano até se transformar em um mesclado de ação às alturas e drama, perdendo o senso e se transformando em mais um derivado da industria Hollywoodiana. Foster se empenha, se esforça, dá um show de interpretação e encarna perfeitamente o desespero de sua personagem. Ela briga, pula, luta, corre, é presa e volta a fazer tudo novamente. Mas ainda assim não consegue segurar as pontas soltas da projeção. O que poderia ser um thriller psicológico inteligente e inovador acaba se tornando em mais um suspense banal, que entretem, mas nem atinge a massa encefálica do público. |