Por um Sentido na Vida

"Por um Sentido na Vida" não é tudo isso que alguns críticos americanos alardearam. É um bom filme, com um roteiro bacana, boas interpretações, mas não é excelente (nem um pouquinho excelente).

O filme conta a história de Justine (Jennifer Aniston em sua melhor interpretação até hoje no cinema), uma deprimidíssima atendente de supermercado que é casada com um cara (John C. Reilly) que só quer saber de fumar maconha, e que encontra esperança de melhorar um pouquinho sua vida com a chegada de um novo funcionário (Jake Gyllenhaal, ótimo) - ainda mais deprimido que ela - ao supermercado.

O diretor de "Por um Sentido na Vida", Miguel Arteta, fez um filme certinho, mas sem nenhuma novidade, os trunfos são mesmo o roteiro (escrito por Mike White, que no filme interpreta o segurança religioso do mercado), e acima disso, a interpretação de Jennifer.

Desde o começo do filme a gente sente que a tela é de Jennifer Aniston. Ela está ótima como a deprimida e entediada Justine, tão boa que as vezes dá vontade de dar uma sacudida nela, um beliscão pra ver se ela acorda e faz alguma coisa.

Uma das coisas que eu mais gostei no filme foi o fato de que a personagem de Jennifer não sofre grandes mudanças, ela não descobre a fórmula da felicidade nem nada parecido; no final do filme, ela está quase do mesmo jeito que começou (na verdade, ela se acomoda a vida que tem, e quem disser que no final ela está feliz, está mentindo - ela simplesmente desiste de buscar por alguma coisa melhor) - isso pode parecer triste, mas dá veracidade a história. Um final muito pra cima estragaria tudo. Apesar de falar sobre gente deprimida, "Por um Sentido na Vida" tem momentos muito divertidos (mas eu não o descreveria como uma comédia) , e vale a pena ser conferido.

* talvez uma leitura do livro "O Apanhador no Campo de Centeio" (o livro pelo qual o personagem de Jake Gyllenhaal é obcecado) dê maior dimensão a compreensão do filme.

Nota:

 
Crítica por: Juliana de Paula
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