Quando o assunto é filme-catástrofe envolvendo grandes transatlânticos, dois nomes invariavelmente vêm à memória: Titanic e O Destino do Poseidon. O primeiro, claro, dispensa apresentações, visto a coleção de Oscars e o retumbante sucesso mundial. Já o segundo, feito há 34 anos, tornou-se um clássico do gênero e, ainda hoje, apesar dos efeitos especiais primários, consegue empolgar em DVD. Eis que, agora, esta produção ganhou um aguardado remake, com direito à melhor tecnologia de efeitos especiais e a novos personagens, tudo sob o comando do respeitado diretor Wolfgang Petersen (A História Sem Fim, Mar em Fúria). 
O que esperar? Uma super bilheteria? Um super filme? Nem perto disso. Trata-se, apenas, de mais um longa mediano, com seus pontos altos (ritmo acelerado, visual arrebatedor, um final mais inteligente) e baixos (o certo ar de mais do mesmo na transição de um cenário para outro lá pelo meio da história, o elenco apático). No quesito elenco/personagens, aliás, a versão de 72 saía-se bem melhor: da morte célebre da gordinha interpretada por Shelley Winters, à presença de atores como Gene Hackman e Ernest Borgnine, tudo soava mais convincente. No filme atual, fica difícil se importar com o destino do grupo em busca de escapar do navio emborcado por uma onda gigante, formado, entre outros, por Josh Lucas, como uma espécie de líder, por um casalzinho de adolescentes apaixonados (carona em Titanic?), pelo paizão radical (Kurt Russel) e pelo velho gay bonzinho (Richard Dreyfuss). 
A exceção fica para a presença mais contagiante da atriz argentina Mia Mastro, como uma passageira clandestina. Além dela, de bom mesmo Poseidon tem a crescente tensão nos momentos finais e a nova forma que o grupo encontra para escapar do barco: diferente - e melhor - que a solução do longa original. Ou seja, nem tudo naufraga no remake. Basta não ir ao cinema esperando por nenhum "Titanic", dar folga para a lógica e, assim, a experiência será divertida.
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