Era só o que faltava. Avatares do Predador ocuparam a ilha de LOST, onde um grupo de humanos cairam de paraquedas (literalmente) e agora terão que resolver o “mistério do Cubo” para sairem de lá.

Com este roteiro “superoriginal”, o diretor Nimród Antal (Temos Vagas) fez um filme cheio de barulhos e mistérios manjados, com objetivos claros de atingir o público que procura diversão escapista nos cinemas. A produção é de ninguém menos que Robert Rodriguez (Sin City), um fanático pelas histórias d'O Predador. Para facilitar o suspense e a desconfiança mútua nos confinados da floresta, um elenco de cores, raças e nacionalidades das mais distintas e exóticas foi escalado. Dentre eles, a brasileira Alice Braga (esforçada, num papel de bastante destaque), o russo Oleg Taktarov, o japonês Louis Osawa Changchien e o americano Danny Trejo (conhecido do publico trash-cult como Machete, do falso trailer que antecedia os filmes de Grindhouse, que ganhará filmessolo). 
No comando da trupe, Adrien Brody (O Pianista; King Kong), que eu ainda não entendo o porquê de ele teimar em impostar o grave da sua voz – a famosa “voz de arroto” - e fazer pose de galã nos seus filmes. Sob o pretexto de que fazem parte de um experimento comportamental e munidos de toneladas de frases de efeito, o grupo precisará unir as informações sobre a vida e a personalidade de cada um para desvendar o mistério e encontrar uma saída da sufocante ilha, para não cair “nos braços de Morpheus” (quem assistir, entenderá o que quero dizer com isso). Predadores é um terror sci-fi que nos apresenta um mundo estranho nada estranho; onde ninguém se conhece e todos sabem de todos; onde as mortes não são surpresa e onde as informações chegam do além para resolver os problemas. 
Eu entendo a proposta e acho válida, mas não posso classificá-lo como nada além de terror vazio. Nem os realizadores parecem tê-lo levado a sério, chegando ao cúmulo de encerrá-lo ao som de um incoerente twist. No fim das contas, eis que esta pode ser a grande piada do ano. |