Premonição 3

O diretor James Wong, responsável pelo primeiro filme, volta ao comando da franquia neste “Premonição 3, também como co-autor do roteiro. Mesmo sem poder contar com a ajuda do fator surpresa, esta seqüência tem o mérito de manter o ritmo e o suspense que garantiram o sucesso das duas produções anteriores.

A história começa com as festividades de um grupo de formandos em um parque de diversões. Como em todos os filmes da série, um engenhoso desastre – neste caso numa montanha-russa - irá interferir no destino de parte dos jovens, mas alguns deles conseguirão escapar vivos (pelo menos temporariamente) graças à premonição da estudante Wendy (Mary Elizabeth Winstead, de “O Chamado 2” e “Super Escola de Heróis”). A partir daí, o filme segue em ritmo acelerado, enquanto os jovens, agora perseguidos por uma espécie de ajuste de contas da morte, tentam escapar de novos acidentes.

Para inovar no suspense, os roteiristas decidiram incluir na história pistas das próximas mortes em uma série de fotos digitais que a protagonista tira do grupo no parque. As fotos digitais foram inseridas no roteiro para dar ao público a oportunidade de interpretar as pistas junto com os protagonistas e tentar descobrir quem será o próximo a morrer. À medida que vamos para uma nova seqüência, o público é armado com um punhado de pistas para que possa se envolver de uma forma que não era possível nos dois primeiros filmes.

A estratégia funciona em partes, já que alguns acidentes são por demais mirabolantes,
impossibilitando que o público desempenhe a contento sua função “Sherlock Holmes”. Mas o conjunto da obra garante um bom entretenimento.

Detalhe: apesar de ser eficiente, o desastre na montanha-russa não é tão impressionante quanto o do avião e o do engavetamento na estrada, dos filmes anteriores. No final, um outro acidente de grandes proporções acontece, contrabalançando a favor desta seqüência.

 

Nota:
Crítica por: Edson Barros
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