Sinopse: Na cidade em que John trabalha como professor universitário, 50 anos atrás, crianças de uma escola colocaram desenhos de como elas viam o futuro. Quando essa cápsula do tempo é aberta, o filho de John pega uma dessas mensagens que só traz números. Por ser matemático, ele decide estudar os algarismos e descobre uma macabra lógica em código.

Tentar achar sentido em números é normalmente uma boa alavanca para histórias e já explorada por Número 23 e Número 9. Outra fórmula de mistério é fazer com que uma criança seja a chave do enigma, como já foi comprovado à exaustão em, por exemplo, A Colheita do Mal. Ambos os recursos são explorados por Presságio (Knowing) e o começo da história é altamente envolvente. Novos fatos são entregues no momento certo e a atenção da plateia é assegurada.
Tecnicamente os efeitos especiais são bem competentes e a direção de Alex Proyas (Eu, Robô) nos presenteia com uma cena cheia de adrenalina, em plano-sequência (sem cortes). A única coisa incômoda de se ver na tela é a inexpressividade de Nicolas Cage (Perigo em Bangkok) em uma atuação nada inspirada.

O personagem que lhe foi entregue é forte, com motivações convincentes para contribuir para o desenvolvimento do enredo. Para os nerds, conforme ele se defronta com as premonições contidas nos misteriosos números, será possível lembrar-se do personagem dos quadrinhos Pária, da série Crise nas Infinitas Terras. A triste sina dos dois é comovente.
Infelizmente todos os elogios tecidos até agora caem por terra quando o desfecho é revelado. Há um momento muito preciso em que a maioria das pessoas assistindo a Presságio pensará: Ah, não! Não pode ser isso! O que deveria ser uma grande surpresa acaba tornando-se uma gigantesca frustração. A vontade é de descatar a última parte do filme e pedir para outro roteirista dar um final que faça jus a toda a trama bem construída até ali.