Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo


Sinopse: Adotado pelo rei da Pérsia, o príncipe Dastan é acusado de assassinar o monarca. Ele foge carregando uma misteriosa adaga e precisa provar sua inocência. A rival princesa Tamina une-se a ele para que o poderoso item não caia em mãos erradas.

Adaptar títulos de videogames para filmes sempre foi um grande desafio em Hollywood. Por causa de sua natureza, os jogos tinham apenas um pretexto para que o personagem se aventure e não uma história densa que poderia ser aproveitada em um filme. Por essa razão é que normalmente os games não rendem bons filmes.

Com o desenvolvimento da indústria dos videogames e dos consoles, os jogos ganharam histórias mais robustas e a tendência é que a mácula sobre esse tipo de adaptação torne-se coisa do passado. Por isso Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time) usa como base a trama de uma aventura mais recente da franquia que já existe desde 1989.

O problema do roteiro está em tentar enfeitar demais o enredo. No jogo as coisas já estavam bem adiantadas, com até uma reviravolta final que pode fazer o jogador derrubar o controle no chão de tanta surpresa. Aí chegam os roteiristas de cinema e tentam exagerar no plot no começo, mas esquecem de afinar o desfecho. Quando se eleva o nível no desenvolvimento, não pode deixar a peteca cair no final e deixar os conflitos se resolvendo de forma tão fraca.

O jogo é caracterizado pelas manobras estonteantes do protagonistas que faz todo tipo de micagem para chegar do ponto A ao ponto B sem despencar em uma abismo ou cair em cima de lanças afiadas. Toda vez que se vê uma construção alta e antiga na telona, espera-se que Dastan use toda sua destreza para chegar ao ponto mais alto e buscar um artefato qualquer. Pois bem, teremos de esperar uma próxima aventura para ver esse tipo de cena. O príncipe até que dá suas piruetas, mas a produção é muito mais focada nas lutas do que nos desafios impostos pelo cenário.

Príncipe da Pérsia diverte a quem não se apegar demais a suas origens, principalmente pela boa química entre Dastan e Tamina.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)




 


 

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