Quarentena

Sinopse: Uma equipe de TV está acompanhando o trabalho do Corpo de Bombeiros. Em uma chamada aparentemente rotineira, todos ficam enclausurados pela polícia dentro de um prédio sem que explicações sejam dadas a eles.

Quarentena (Quarantine) é o remake estadunidense do elogiado [REC]. Com tão pouco tempo de intervalo entre as duas produções, só seria justificável uma nova versão com muitas mudanças para melhorar o roteiro ou alguma outra área técnica. Lamentavelmente não foi o que aconteceu. As semelhanças entre os dois títulos são grandes – até no excesso de nomes latinos na nova produção –, mas Hollywood se permitiu fazer algumas alterações infelizes.

Exagero é a palavra de ordem nas mudanças sofridas pelo roteiro, mas o raciocínio de que levar um passo além os elementos que deram certo da primeira vez não é garantia de triunfo. As cenas em que as diferenças são mais evidentes chegam a ser risíveis, até para quem não conhece a fita espanhola.

Um exemplo claro da cosmética hollywoodiana é a ditadura da trilha musical. Como o filme segue o formato consagrado por Bruxa de Blair (1999), o realismo extremo não dá brecha para que a música construa a tensão do suspense. Tentando driblar esse empecilho, foram inventados barulhos estranhos nos encanamentos do prédio onde o terror acontece para reforçar a agonia.

Para completar o desajustado conjunto, a campanha de divulgação (inclusive o trailer) acaba mostrando mais do que seria desejável se o filme fosse bom. Por essas e outras, é melhor ficar com o original.

Se quiser ver outro filme em “primeira pessoa”, confira Cloverfield.

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com