Quarteto Fantástico

A onda de adaptação de quadrinhos para os cinemas não para. Passamos por filmes magníficos e incríveis como as séries 'Homem-Aranha' e 'X-Men', 'Batamn Begins' e chegamos à filmes sofríveis, como 'Elektra' e 'Blade Trinity'.

Desta vez estamos à frente de uma das HQ's mais adoradas e complexas. Desta vez não temos apenas um super-herói, mas sim quatro. Infelizmente, o filme tenta dar enfâse a todos os heróis de maneira abusiva, utilizando momentos dramáticos errôneos (!), misturados com cenas cômicas infames (e sem graça!) e cenas de ação em peso (que acabm salvando parte do filme). É triste ver como os filmes deste estilo estão se tornando tão alegóricos, infantis, e bobos.

No filme, o sonho de uma vida inteira do inventor, astronauta e cientista Dr. Reed Richards (Ioan Gruffudd) está prestes a se tornar realidade. Ele é o chefe de sua missão espacial, em direção ao centro de uma tempestade cósmica. Lá ele espera descobrir os segredos dos códigos genéticos do homem para o bem de toda a humanidade.

Com problemas verbais, Reed acba aceitando o financiamento de seu velho rival dos tempos de faculdade, Victor Von Doom (Julian McMahon), que agora é um industrial billionário.

A equipe de Reed nessa missão inclui seu melhor amigo, o astronauta Ben Grimm (Michael Chiklis); Sue Storm (Jessica Alba), a diretora de pesquisas genéticas de Von Doom e também ex-namorada de Reed; e o esquentado irmão caçula de Sue, o piloto Johnny Storm (Chris Evans). A missão prossegue sem maiores surpresas - até que Reed descobre um erro de cálculo com relação à velocidade da tormenta que se aproxima. Em alguns minutos, a estação espacial é envolvida pelas turbulentas nuvens de radiação cósmica, o que acaba transformando a genética de toda a equipe.

Está certo que a história em si dos quadrinhos apela para o fantasioso, mas o roteiro acaba cometendo gafes, furos e frases que só teriam lógica para crianças terminando o primário.

Assim como a direção do fraco Tim Story (sim, o mesmo do pavoroso 'Táxi'), que apela para cortes rápidos, cenas coloridas ao extremo e ângulos péssimos.

O elenco (praticamente desconhecido) acaba segurando as pontas soltas, com atuações plausiveis e timing certo. A maquiagem de Michael Chiklis (o Coisa) permite que o monstro de pedra tenha movimentos sensitiveis, deixando até divertida suas caretas e atuação.

Já os efeitos especiais e cenas de ação, acabam tomando conta do filme e o deixando mais divertido, bem feitas e planejadas.

'Quarteto Fantástico' cai ótimo como um Blockbuster perfeito para uma animada Sessão da Tarde.


Nota:
Crítica por: Renato Marafon
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