Rebobine, Por Favor

Sinopse: Ao tentar sabotar a rede elétrica, Jerry acaba ficando magnetizado. Ele acidentalmente apaga as fitas de vídeo da locadora onde trabalha Mike. Para recuperar o acervo, os dois resolvem fazer remakes de filmes clássicos.

A produção de vídeos amadores sempre foi uma fonte de material audiovisual hilário. Com os equipamentos de gravação cada vez mais baratos e com meios de publicar essas mambembes empreitadas se popularizando – tendo o YouTube como grande ícone –, há cada vez mais coisas sendo realizadas e mais gente assistindo. Seguindo essa tendência bem contemporânea, o filme Rebobine, Por Favor (Be Kind Rewind) tem tudo para agradar o público.

Os envolvidos nessa enxurrada de webhits, tanto os realizadores quando os apreciadores, sentirão uma imediata afinidade pelos heróis do enredo. A identificação, aliada a engraçadas releituras de clássicos do cinema, garante a diversão e uma boa quota de risadas.

O diretor Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças) é muito mais reconhecido por seus trabalhos em videoclipes – um deles chega a ser exibido no televisor da locadora. Sua veia vidoclíptica fica evidente em algumas montagens dinâmicas, para alegria dos seus fãs.

No meio do filme, o ritmo alonga-se e o andamento fica comprometido. Algumas questões sem propósito são abertas e só servem para atrasar negativamente o grand finale. Felizmente, nos minutos derradeiros tudo volta aos trilhos, assegurando que Rebobine, Por Favor torne-se tão clássico quanto os filmes que ele faz paródias... nem que seja um clássico cult.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com