Rindo à Toa


Sinopse: No decorrer de um ano letivo, Lola viverá um mar de sensações. Descobertas no amor e na vida, problemas com a família, e ainda ter de tirar boas notas.

O filme Rindo à Toa (LOL (Laughing Out Loud) ®) é uma produção francesa, falada em francês, mas com o título original em inglês. Explicando: a sigla LOL tem duas funções nesse caso. Além de ser o apelido da protagonista, também é usada em mensagens curtas (de celular, e-mail,...) com o significado do título brasileiro. Com a tradução, ambas as interpretações vão para o espaço. Por outro lado, o nome remete à leveza da história e a seu espírito positivo.

Para mostrar bem a juventude contemporânea, grande parte do tempo dos personagens é dedicada à troca de mensagens – usando abreviaturas como do título original – pelos mais diversos meios. Em tempos de SMS, mensageiros instantâneos e e-mail; o bilhetinho de papel passado de mão em mão na sala de aula tem novos aliados.

Os atores do elenco juvenil aparentam ter a idade de seus papéis e conseguem transmitir as fortes emoções tão característica dessa faixa etária. Tudo ao som de uma trilha escolhida a dedo, que inclui Keane e Blur. O mais impressionante é que o elenco de Rindo à Toa é predominantemente formado por estreantes, exceto pela ótima Sophie Marceu (Nelly).

O filme mostra que a relação de uma sociedade perante a questão das drogas não precisa ser maniqueísta, com uma proposta parecida a do nacional Podecrer! Eis mais um ponto de afastamento com Malhação, onde impera a hipocrisia dos jovens que se reúnem para tomar suco e saem de mãos dadas com os namoradinhos – se há qualquer menção à vida sexual dos adolescentes nessa novela, é porque uma personagem está grávida.

Fora da sala de cinema é possível ver que as autoridades brasileiras parecem despreparadas e temerosas em discutir tais assuntos com a juventude. A prova disso está na classificação indicativa de Rindo à Toa. Enquanto na Europa garotos de 12 anos podem apreciar essa simpática produção, aqui no Brasil é preciso ter 16 anos. Uma pena!


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)