Sede de Sangue


Sinopse: Um padre se voluntária para um experimento com um vírus mortal. Depois de chegar perto da morte ele se cura, mas as sequelas as doença o transformam em um tipo de vampiro.

Nos últimos anos, a produção cultural sofreu uma invasão vampiresca que parece não ter um final tão próximo. Quando se analisa os livros, filmes, seriados e tudo o que é lançado na atualidade sobre vampiros; a grande maioria dos títulos não traz frescor para a temática.

Felizmente também podemos encontrar realizadores que fazem uso dessa onda para contar uma história interessante e original. Saindo dos EUA, é possível apontar dois desses exemplos positivos. Deixa Ela Entrar, da Suécia, traz uma história de amor entre pré-adolescentes que mescla alguns momentos de ternura com outros bem sangrentos. Enquanto isso, na Coreia do Sul, Sede de Sangue (Bakjwi) explora os desejos e tentações mais primitivas dos seres humanos.

Ter um padre como protagonista dessa produção oriental é um elemento inteligente do enredo. Além de ele convenientemente já trajar vestes escuras, a diferença de postura que se espera de um sacerdote e de um vampiro cria uma antítese que intensifica os conflitos.

O roteiro é muito bem escrito, como de costume na filmografia de Chan-wook Park (Lady Vingança). A dramaturgia explora questionamentos que surgem com a anormalidade da situação e convida a reflexões em algumas falas.

Outra característica desse cineasta está na ousadia. Por essa razão, Sede de Sangue não é um filme recomendável para espectadores iniciantes. As aberrações somam-se conforme a trama avança em níveis perturbadores, o que pode gerar risos em alguns momentos, mas também cria estranhamentos. Por outro lado, para quem procura por um ponto de vista diferenciado dos vampiros, esse é um filme imperativo.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)




 


 

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