estreia a tão esperada continuação do blockbuster "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", e assim como o primeiro filme, este segundo vem repleto de fantásticos efeitos especiais, porém em "As Duas Torres" Peter Jackson não conseguiu atingir o mesmo nível de excelência do primeiro filme que adapta a trilogia de Tolkien.  "As Duas Torres" é um ótimo filme, mas nesse segundo "capítulo" da saga pela Terra Média a ação está muito mais presente que no filme anterior - que introduz o público ao mundo de Tolkien - e o fato de possuir muita ação torna este filme muito mais comercial que o primeiro, daí o porque dele não ser tão bom quanto "A Sociedade do Anel".  | Não que a ação faça o filme pior, mais ela faz com que "As Duas Torres" não tenha a mesma aura de obra prima encantada que faz de "A Sociedade do Anel" um filme único. Como já se sabe, "As Duas Torres" não tem começo nem final, portanto é preciso assistir ao primeiro filme para compreender este segundo. No começo do épico estamos exatamente no ponto em que os integrantes da Sociedade do Anel se separaram e os seguimos agora por caminhos diferentes. Frodo e Sam (Elijah Wood e Sean Astin) continuam no caminho para Mordor. Pippin e Merry (Billy Boyd e Dominic Monaghan) foram capturados por Orcs, e Aragorn, Legolas e Gimli (Viggo Mortensen, Orlando Bloom e John Rhys-Davies) seguem atrás dos hobbits capturados. São portanto, três plots distintos e Peter Jackson consegue situar todos os três com extrema precisão, em nenhum momento o público se sente perdido. |
Das três história paralelas a que sai perdendo é aquela da qual participam Pippin e Merry, mas ao final, esta parte da história conta com uma das grandes seqüências do filme. Quanto as outras duas histórias, elas seguem muito bem, então tecnicamente o filme não tem nada que o desabone, isso posto, vamos a parte não tão boa de "As Duas Torres". O anão Gimli é sem dúvida o pior personagem do filme, e o fato de ser usado única e exclusivamente como válvula de escape para o humor apenas acentua essa deficiência. Não que Gimli não tenha de fato umas boas tiradas cômicas, mas chega um momento em que nada do que ele fala tem mais graça, ele satura, e é aí que reside o maior problema do filme, Gimli é chato e não combina com a história que esta sendo contada, mas a deficiência de um personagem pode ser o ganho de outro. Também possuindo alguns momentos cômicos, a criatura Gollum é definitivamente a grande graça de "As Duas Torres". Gollum consegue roubar o filme, e em nenhum momento somos incomodados pelo fato dele ser criado digitalmente, isso não faz a menor diferença pois Gollum é absolutamente crível. |  |


| Um outro grande momento do filme é a tão comentada seqüência da batalha de Helm (onde o filme de fato ganha proporções épicas), principalmente na sua parte final, que é quando temos uma sensacional seqüência que merece entrar nas listinhas de melhores momentos do cinema, é realmente de cair o queixo. Somando-se os ótimos e os não tão bons momentos "As Duas Torres" é um grande filme, que deverá agradar ao grande público mais do que "A Sociedade do Anel" por contar com mais ação. Não aconteceu assim comigo, e por enquanto apenas o primeiro filme merece o título de obra prima. Agora resta esperar pelo último capítulo da trilogia que chega aos cinemas no final do ano que vem com "O Retorno do Rei" - filme que promete ser ainda mais longo que os dois primeiros. |

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