Sinopse: Ben Thomas é um auditor da Receita Federal com um segredo sobre seu passado. Ele está selecionando sete pessoas cujas vidas ele mudará drasticamente para o bem. A preocupação dele é de que seus escolhidos sejam pessoas dignas da ajuda que ele oferece.

Um dos pontos altos de Sete Vidas (Seven Pounds) é a estrutura escolhida pelo roteiro para contar a impressionante jornada de Ben Thomas. O espectador cai de pára-quedas no processo de seleção e se passa muito tempo até que a compreensão de suas motivações aconteça. Um processo inverso acontece no desfecho. No meio do filme, já é possível suspeitar quais serão os planos do protagonista e o final serve apenas para juntar algumas pontas soltas na história, usando flashbacks.
Mesmo já sabendo o que está para acontecer com Ben Thomas, é impossível não se emocionar. Aos mais sensíveis, é aconselhável levar lenços para a sala de cinema. Uma vez que a história fica bem clara, o filme foca-se totalmente em criar a emoção e arrancar algumas lágrimas.
Sete Vidas marca a reafirmação da parceria entre o diretor Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) e o ator Will Smith em mais uma produção emocionante. Dessa vez, provavelmente por já ter adquirido respeito em Hollywood, ele permite-se realizar pequenas e bem-vindas ousadias. A postura do cineasta italiano é elogiável, por combinar com o estilo do roteiro.

A atuação de Will Smith é muito boa e colabora para a emotividade que se pretende. Um aspecto muito positivo de seu personagem é a constante preocupação em dar ajuda para pessoas que realmente merecem. Essa é uma reflexão que deve ser levada para além das projeções do filme e provavelmente é o que aconteceu com o roteirista Grant Nieporte: ele teve sua primeira chance em longas-metragens depois de uma curta experiência com seriados.