Sex Drive - Rumo ao Sexo

Sinopse: Ian está no último ano do Ensino Médio, mas até agora não conseguiu perder a virgindade. Sua melhor chance é conhecer pessoalmente uma amiga virtual. O problema é que ele terá de atravessar o país e a garota acha que ele é uma atleta.

Sex Drive – Rumo ao Sexo (Sex Drive) foca-se totalmente em agradar seu público-alvo – garotos adolescentes –, a começar pela seleção das músicas que acompanham o filme. A lista de canções cai no gosto dessa faixa etária, com MGMT (com Time to Pretend executada no trailer) e Fall Out Boy (que faz uma participação).

A tática utilizada pelo roteiro é costurar elementos que já foram testados em outras produções de forma a criar uma história decente – o enredo em si já remete a Eurotrip (2004). A estratégia é muito arriscada e o resultado poderia ser uma feia colcha de retalhos, mas a narrativa funciona e agrada.

A partir desse mote central estabelecido, pequenos detalhes dão mais cor ao conjunto. O irmão mais novo que se dá bem com as mulheres parece ter saído de Everybody Hates Chris, enquanto o irmão mais velho rebelde é um clone de Malcon in the Middle. O bizarro policial – que infelizmente aparece pouco – segue a linha de Superbad e as absurdas situações constrangedoras parecem uma continuação de American Pie (1999).

Talvez o diferencial da produção esteja na figura de Ezekiel, um sarcástico amish. Esse personagem é interpretado por Seth Green (que já é experiente no humor, dando voz a Chris de Uma Família da Pesada) e chega a ser intrigante. Ele constantemente deixa o espectador com uma pulga atrás da orelha.

A diversão será garantida para os garotos que forem assistir a Sex Drive, e também para aqueles que ainda conservam a capacidade de gargalhar com piadas simples. Quem já não vê mais graça nesse tipo de produção não pode sequer considerar a possibilidade de entrar na sala de cinema.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com