Simplesmente Complicado


Não tem jeito. A cada filme que assisto com Meryl Streep tenho cada vez mais certeza de que ela é, provavelmente, a melhor atriz da atualidade. Não importa se o filme é muito bom ou apenas mediano (sim, porque filme ruim ela não faz), se é comédia ou drama, todo projeto com sua participação torna-se um produto melhor.

Em Simplesmente Complicado, Meryl faz o papel de Jane, dona de um bistrô, mãe de três filhos, divorciada há 10 anos e desde então não tem relacionamentos amorosos. Depois de um porre na véspera da formatura do filho, ela vive um flashback com o ex-marido (Alec Baldwin), atualmente casado com uma mulher bem mais jovem que ela. Ao mesmo tempo, ela conhece um arquiteto sensível e galanteador (Steve Martin), também divorciado e notadamente interessado por ela. O que fazer? Voltar com o marido e reatar os laços familiares ou entregar-se a um novo amor?

A trama é bem simples, ao estilo novela das oito. Mas com a direção sensível e madura de Nancy Meyers, tudo fica mais agradável e mais verossímil do que qualquer novela de Manoel Carlos.

Além da excelente protagonista já citada, Alec Baldwin e Steve Martin – atores de filmes medíocres – exercem bem os seus papéis. O primeiro com a cara de canastrão de sempre, mas dessa vez adequado ao personagem, e o segundo surpreendentemente delicado, sem os cacoetes dos seu filmes cômicos. Outro grande destaque do elenco é John Krasinsky (do seriado The Office), engraçadíssimo na pele do genro de Jane e Jake, sempre o primeiro a saber das “novidades”, mas que tem que guardar todos os segredinhos da nova família.

Além disso, o filme conta com uma ótima trilha sonora, recheada de roques dançantes das décadas de 50 e 60.,

Nancy Meyers especializa-se em comédias românticas com casais mais velhos (vide Alguém Tem Que Ceder) e este é o grande diferencial desses filmes seus, já que o desenvolvimento das histórias é bem clichê. Mas é daqueles clichês que o povo não se cansa de ver e um alento aos casais mais maduros, que pouco se veem representados nas telonas.

Ter mais experiência pode ser bom, mas as raízes que as pessoas adquirem com o tempo torna os nós cada vez mais difíceis de serem desatados.

Simplesmente Complicado é um filme descompromissado e um bom passatempo. Simples assim.

 

Nota:
Crítica por: Fred Burle (Fred Burle no Cinema)

 


 


 

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