Simplesmente Feliz

Sinopse: O dia-a-dia de Poppy, uma professora inglesa exageradamente otimista. Sua alegria é contagiante e ela quer dividi-la com todos.

O tema central de Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky) é o otimismo e qualquer filme que consiga passar essa mensagem positiva é válido. Para se ter uma ideia de até onde chega o otimismo de Poppy, na primeira cena sua bicicleta é furtada e ela diz: “Nem tive a chance de me despedir.”

O carisma da protagonista está totalmente atrelado à performance da atriz Sally Hawkings (O Sonho de Cassandra), que foi premiada com o Globo de Ouro por sua atuação. A alegria de Poppy, uma espécie de Amèlie Poulain imune à depressão, vai além da tela e é impossível acabar de ver o filme sem estar sorrindo à toa.

Para destacar ainda mais a filosofia de vida de Poppy, o figurino é formado por trajes altamente coloridos, testando os limites do ridículo. Hawkings só não faz papel de palhaça por estar totalmente convincente como essa fascinante personagem. As mais inusitadas combinações de peças de vestuário podem ser vistas no trailer de Simplesmente Feliz.

Mike Leigh (O Segredo de Vera Drake) é mais reconhecido por seu trabalho como diretor/roteirista de dramas. Mudando de gênero, ele consegue criar boas situações de comédia e cenas memoráveis, especialmente aquelas em que Poppy divide a tela com o estranho instrutor de direção Scott – papel de Eddie Marsan (Hancock).

Valorizando coisas pequenas e simples da vida, Simplesmente Feliz cumpre totalmente sua missão de ser uma pílula antipessimismo que deixa a alma mais leve.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com