O Solista

Sinopse: Steve Lopez é um repórter procurando conhecer pessoas interessantes que possam lhe inspirar para escrever suas colunas. Quando ele vê Nathaniel Ayres, um mendigo que toca muito bem um violino com apenas duas cordas, percebe uma oportunidade que acaba se transformando em amizade.

A primeira impressão que temos ao nos depararmos com o título de O Solista (The Soloist) é de que faz referência ao mendigo músico, que toca seu violino solitariamente. No entanto, o significado do nome pode ser estendido para o personagem do repórter, que se isola do mundo. Essa interpretação não é forçada, uma vez que o roteiro faz algumas mudanças na história real em que é baseado. No filme, Steve Lopez é divorciado, enquanto na vida real ele é muito bem casado.

O enredo se desenvolve muito mais na mente dos personagens do que em ação. Em Desejo e Reparação o diretor Joe Wright pôde usar a guerra como um artifício para dar mais ação, porém dessa vez ele não pode explorar uma ferramenta semelhante. Com isso, embora o filme ganhe sutileza, fica mais arrastado o ritmo.

Por tratar da relação de um repórter com um esquizofrênico, a produção também é indicada a quem se interessa por psicologia. A parte musical, como é de se esperar, é bonita e carrega toda a emoção do filme. Adentrando na mente de Nathaniel, o som (que não é a música) é bem trabalhado por Craig Berkey (Queime Depois de Ler) para que possamos acompanhar a sensibilidade extraordinária dele.

Como embate dos talentos de Robert Downey Jr. e Jamie Foxx, todas as nuances podem ser captadas. E no final, a reflexão que sobra é que, enquanto Nathaniel permanece isolado por ser vítima de uma doença, Steve voluntariamente se dirige para uma vida de solidão que ele poderia evitar.

Para ver o trailer, clique aqui.

Fato nerd: Essa é a segunda vez que Robert Downey Jr. interpreta um repórter da vida real. Anteriormente, ele já desempenhou tal função em Zodíaco.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)